cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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8.2.15

simple minds


ontem fomos ao concerto dos simple minds. o rapaz ca de casa gosta imenso deles e ofereci-lhe nos anos dois bilhetes para os vermos. deixamos a pequena com a avo e fomos à nossa vida de "antigamente", antes de sermos pais. queriamos jantar fora, mas era muito cedo e a ideia de comer uma bifana e uma imperial entusiasmou-nos. somos pessoas simples. na rua das portas de santo antao estava tudo cheio e era tudo demasiado turistico. ele lembrou-se do beira-gare. eu ja me tinha lembrado do beira-gare no inicio do ano e até ja tinha desafiado o r. andava com ganas de uma bifana cheia de molho. a verdade é que aquele sitio tornou-se moda, estava a rebentar pelas costuras, mesas cheias, balcao cheio de pessoas ensardinhadas, os paineis que mostram os menus sao mais modernos. lembro-me do beira-gare cheio de lugares vazios, aquela molhenga das bifanas nao era bem vista a nao ser para quem gosta de tabernas à portuguesa. eu ja tinha saudades, soube-me bem comer aquela bifana com mostarda, ao balcao, de ombros encolhidos, soube-me bem a chamuça e a cerveja sem alcool. com o estomago aconchegado fomos em direcçao ao coliseu. a cereja no topo do bolo teria sido parar na ginja, mas ainda nao posso. quando entramos no coliseu ja nao havia lugares nas bancadas e a plateia estava ainda vazia. logo ai deu para perceber a diferença de idades do publico. pessoal mais velho vê concertos sentado. nos deviamos ser dos mais novos por ali, mas também preferiamos sentar-nos. nao tivemos lugar e ficamos de pé. o coliseu encheu e esgotou. os simple minds começaram a tournée por lisboa, sao simpaticos, conversadores, tocaram as musicas que as pessoas queriam ouvir, "as que lhes pagam as contas" também e o publico delirou, cantou. é engraçado ver como dançam as pessoas que fazem parte dos fas mais antigos dos simple minds. um balançar mais perro, os gestos menos graciosos, mas movimentos pelvicos notaveis. os simple minds fizeram um intervalo no concerto e o publico estranhou, mas tocaram 2H30 e os "velhos" de que eu, armada aos cucos, falei mais acima saltaram o tempo todo, estavam alive and kicking. os "novos", como nos, ja nao podiam das costas e dos pés e sairam da "arena" queixosos. chegaram ao metro e quase que adormeceram. 

mas a noite foi simpatica.

7.10.14

because we must


a noite no coliseu abria com uma série de "telediscos" antes de morrissey entrar no palco. nao sabiamos o que haviamos de esperar da noite e por isso mesmo estavamos à espera de tudo. as imagens passavam, muito do universo de morrissey, muitas das suas reivindicaçoes antigas. a ultima imagem que apareceu no ecra foi a da rainha e nesse momento morrissey abriu o concerto com uma musica completamente inesperada e que tornou a noite cheia de promessas. o concerto abriu com uma musica dos smiths, "the queen is dead". seguiram-se dois temas dos primeiros albuns, "speedway" e "certain people i know" e depois a noite esmoreceu com uma série de musicas recentes, intercaladas com agradecimentos ora em espanhol, ora em português. morrissey provocador. as imagens continuavam a passar por tras dele. a voz inconfundivel ali a dois dedos de fazer uma noite unica. mas morrissey gosta que as coisas sejam à sua maneira. quando estavamos quase a dormir, a multidao, quanto a mim pouco entusiasta e apagada, ouve "because we must" e entao surgem os primeiros acordes de "hand in glove". foi o delirio. toda a gente acordou e ele, querendo fazer-nos acreditar que os smiths estavam a chegar ao palco prosseguiu com "meat is murder" e imagens atrozes de animais a morrerem e a serem mal tratados. mais uma musica e ele desaparecia do palco. regressaram a pedido do publico, morrissey ja deixando la atras a sua indumentaria de elvis presley apareceu com uma camisa preta e seguiram-se os acordes melancolicos de "asleep". musica bonita, ali no coliseu. mais smiths cantados "pelO smith". mais um tema e morrissey deixou o palco sem conversas, atirou a camisa para o publico, saiu e as luzes acenderam-se. fim.
se foi bom ouvir os smiths ao vivo em quatro temas? foi. mas também foi so isso.

30.8.14

ele disse que voltava





e os bilhetes foram postos à venda hoje.

ha dois anos atras eu estava felicíssima com o com o cancelamento do concerto no proprio dia porque aquele seria supostamente o ultimo concerto de morrissey em portugal e isso faria com que eu tivesse ainda uma eventual oportunidade de vê-lo porque ele prometia voltar. e a noticia chegou em pleno mês de agosto, mais um concerto no coliseu, no outono, uma segunda-feira em que eu estou de férias. nao tenho seguido os ultimos albuns, ouço os singles na radio e nao me apetece comprar os discos, mas espero que ele nos recompense com musicas dos primeiros discos e, quem sabe, com outras dos smtihs. morrissey é caprichoso, esta a ficar velho e rabugento. ainda assim, nao podia deixar de ir ao concerto, mesmo de barrigao. a questoa agora é: sera que desta ele aparece?

19.4.14

peter hook, new order e joy division


depois do monsanto dormi toda a tarde e acordei em cima da hora para um jantar com estas duas miudas (esta e esta), numa casa linda, com uma vista ainda mais bonita, guardada por um tal de afonso meireles. um gin, conversa boa, entradas deliciosas. mais conversa na cozinha enquanto o jantar se preparava no forno e que veio depois para a mesa a acompanhar com um vinho branco e de mais conversa sobre países. gelados, cafés e um vinho do porto com alguns anos generosos e com uma cor magnifica. mas tinhamos que sair, o peter hook esperava por nos. uma fotografia com afonso meireles para registar o momento e pusemo-nos a caminho de um armazem que nao sabiamos onde ficava. mas demos com ele e demos com os new order e com os joy division. nunca tinha pensado ouvir aquelas musicas ao vivo e aquelas três horas de concerto foram muito boas… e nem se esqueceram do disorder

sábados preenchidos com pessoas bonitas. gosto tanto.

ps um pedido de desculpas pelas fotografias desfocadas. 

13.11.13

back to youth


nao, eu nao estava la em 1991, mas eu estava la em 2004, num festival ao ar livre. os pixies tocaram uma hora, sem conversas, as musicas sucediam-se quase encaixando-se umas nas outras. os pixies faziam render o tempo precioso e, quanto menos falassem, mais musicas tocariam. e tocaram para uma multidao que sabia as letras de cor e que delirava com cada cançao. nos deliramos também, ainda por cima eramos nos, que nos encontramos todos por acaso naquela noite.

este sábado nunca me devia ter acontecido porque os bilhetes esgotaram e eu nao consegui comprar o meu, mas felizmente ha partos prematuros e ha amigos que se lembram de nos. e fomos os três. o coliseu estava repleto, como eu ha muito tempo nao me lembrava de o ver. quando os pixies entraram e iluminaram o coliseu vi, pela primeira vez, o camarote presidencial ocupado. começaram com o planet of sound, tocaram algumas musicas novas quase ao inicio e depois ofereceram-nos uma noite espectacular. nao literalmente, porque eles nao dao espectaculo, so estao ali para tocar. nao dizem boa noite, nao dizem obrigado, nao dizem que lisboa é uma cidade linda e que nos somos um publico maravilhoso. os pixies nao falam porque a musica fala por eles et ça me va très bien.

desta noite posso dizer que ainda tenho as pernas e as ancas a doerem, que saltei e gritei e cantei como uma doida desvairada e como se tivesse outra vez 15 anos, que senti tanta adrenalina naquela noite que houve alturas que pensei que ia cair para o lado, que o rapaz que estava à minha frente, e que se esqueceu do casaco aos meus pés, vai cheirar a cerveja pelo menos durante um mês. que todas aquelas pessoas que estavam sentadas atras de mim na bancada, uns quietos outros a DANCAREM SENTADOS nunca deveriam ter arranjado bilhete para aquele concerto

eu queria muito ter as palavras certas para falar deste concerto, mas elas nao vieram. também queria muito fazer um top, mas nem sei se consigo. se as preferidas forem proporcionais aos decibeis dos meus gritos, entao escolho brick is red, holiday song, gouge away, bone machine, i've been tired, wave of mutilation, tame, hey, debaser… 

1h45 em extase e nao sei se voltarei a ver um concerto assim na minha vida.

8.11.13

continuando a viver o passado



2003. 
eramos 3 e, numa decisao de ultimo instante, tomada depois de uns copos e trauteios no adamastor, atravessavamos o alentejo. iamos para sudoeste. na verdade, iamos para o sudoeste, ver os suede.
10 anos depois eu estava mais perto e eles também. mas o esperado nao aconteceu e isso fez toda a diferença. a noite de ontem, com um coliseu meio vazio, brett anderson cantou algumas das minha musicas preferidas e dançou. dançou. dançou. dançou como eu gostava de saber dançar. e perante aquele jogo de ancas e de ombros, de meter inveja a qualquer um, eu dancei também e cantei "so young", "animal nitrate", "we are the pigs" e gritei "oh maybe, maybe it's the clothes we wear,the tasteless bracelets and the dye in our hair", no "trash"... e arrepiei-me até à espinha com o "the 2 of us"…

e amanha ha mais.

3.11.13

it feels so good



quase 20 anos depois, voltei a ver os tindersticks num concerto bonito, doce e intimista
os tindersticks serao, para sempre, a chuva miudinha que cai em lisboa no outono.
o inesperado foi esta noite e foi este concerto, de bilhetes comprados na vespera. os tindersticks, eu so podia voltar a vê-los com ele. tinhamos encontro marcado às 18h30 nos restauradores. uma ginja aqui, outra ali, um jantar num "chinês antigo", uma garrafa de piriquita, dois martinis no coliseu e o stuart staples entrou em palco com pontualidade britânica. 5 cançoes e a primeira parte do concerto estava encerrada. bar do coliseu, mais dois martinis e voltamos aos nossos lugares para mais uma hora e meia de espectaculo, de musicas bonitas. bonito é um adjectivo que assenta tao bem aos tindersticks, à presença dos musicos, aos instrumentos, às luzes e as cores no palco. às 23h10 tovacam o city sickness e eu retribuia resposta a esta mensagem, exactamente com as mesmas palavras. o encore trouxe o travelling light. light... é outra palavra para esta noite. o concerto acabou e nos pusemos-nos a caminho. rua da madalena, alfama, rua da alfandega, cais do sodre. dançar. e dançar ao som dos smiths. muitos dedos de conversa,  primeiro regada e depois afogada em bebidas e risos. 5h30 da manha e terminavamos no bar americano, às escuras.  

20 anos de tindersticks
25 anos anos da nossa amizade. 
e esta noite salvou-me.

31.5.13

peter murphy e os bauhaus


ela veio ontem do algarve. pousou as malas e às 20h estavamos a caminho do coliseu, nao sem antes fazermos duas paragens nas duas ginjinhas ali ao lado. o concerto foi maravilhoso, para ser perfeito faltaram apenas duas musicas, esta e esta... o peter murphy continua com imenso charme, graça (nos gestos) e uma voz linda. 

24.3.13

uma noticia tao boa



ontem passei a tarde a ouvir a radar. adorei o "fala com ela" com o mario zambujal, uma simpatia que me fez ter vontade de descobrir todos os seus livros. uma palavra para defini-lo à distância: malandro e nao é pelas cronicas. depois continuei ligada e num dos varios separadores publicitarios o que é que eu ouço? que o peter murphy vai estar em lisboa no dia 30 de maio para celebrar os 35 anos da formaçao dos bauhaus e que o concerto, senhoras e senhores, o concerto é no coliseu dos recreios e vai ser so com musicas dos bauhaus. nem queria acreditar nos meus ouvidos. pus-me aos pulos e aos gritos na sala perante o olhar desconfiado da sidonie e so tive tempo de agarrar no telefone para mandar uma mensagem a quem melhor partilha esta histeria saudavel comigo, que se encarregou logo de me confirmar "vamos sim"

resumindo, e contrariando o meu queixume do ano passado: ha um concerto que eu quero muito (re)ver, numa altura em que vou estar em lisboa, num dos meus meses preferidos e no coliseu dos recreios.

pergunta (retorica) de rodapé: o peter murphy nao é lindo?

28.10.12

bon iver




encontramo-nos na sexta-feira depois do almoço e por baixo da chuva decidimos que iriamos ver bon iver ao campo pequeno. nem nos lembravamos do ultimo concerto que tinhamos visto juntas e concluimos que tinham sido os cure em 2004. a nos juntaram-se o n. e depois a r. que conseguiu o ultimo bilhete da plateia em pé. o concerto foi muito bom, apesar da péssima qualidade do som. é curioso olhar para as pessoas agora e pensar que sou muito mais velha, que ha muitos miudos... antes nem reparava nisso, talvez por me parecer que eramos todos da mesma idade. depois do concerto fomos ter com o z. e com a mushroomdeluxe ao bairro alto. ja ha tanto tempo que nao "saia à noite" ali. no meio da multidao, em pé, sentada em degraus de entrada de prédio iamos pondo a conversa em dia até às tantas da manha. ainda houve quem tivesse energia para ir para o lux, mas nos regressamos a casa com a recordaçao de uma noite como as de antigamente, com amigos, concertos, saidas à noite e conversas. tao bom!

amanha sou miuda para dar um salto ao ritz para uma noite revivalista

11.8.12

nos, os bauhaus e o resto dos dias...

nos sempre fomos raparigas de cadernos e de listas e de "actas", como se tudo se concretizasse atavés das palavras. a verdade é que muitas das nossas "actas" escritas nos passeios do bairro alto nas nossas saidas nocturnas deram frutos e as nossas listas de musicas ficaram até hoje. lembro-me daquele caderno do rato mickey, que tinhas sempre dentro da mala, onde apontavas tudo e onde escreviamos uma parte do nosso futuro. lembrei-me do nosso top que ia até ao numero cento e tal... nao me recordo ao certo, mas tenho a certeza que ia alem do 107. hoje estava a fazer uma lista de musicas no deezer à qual acrescentei uma das minhas (nossas) muitas musicas preferidas dos bauhaus "the sanity assassin" e fiquei com tantas saudades... como os tempos eram outros... tao bons... penso nesse concerto, na nossa compenetração sentadas de maos no joelhos a olhar para o palco e de na segunda musica, sem dizermos uma palavra, levantarmo-nos e desatarmos a correr la para baixo, ja em modo de dança, sem "passararmos cartao" aos rapazes...
acrescento mais esta à lista... this charming peter murphy... those were the days...

ps este post surgiu depois do g. postar esta musica (verdade), no facebook ha meia hora... era uma tarde de calor do mês de agosto e nos iamos na sucata (ou seria no clio vermelho) a caminho da penha de frança... no silencio de lisboa, de janelas abertas, o ar quente e o "evidence" a ouvir-se em toda a cidade...

24.7.12

serei malvada?



passei a tarde toda a fazer uma lista das minhas musicas preferidas do morrissey e dos smiths para celebrar à distância e da maneira que encontrei, o grande concerto de hoje, aquele que, de acordo com muitas pessoas, seria o ultimo concerto de morrissey em portugal.


quando acabei de escolher as musicas, a dedo, e contrariada por nao poder pôr todas as que queria e por não ver outras importantes disponiveis nas listas do deezer preparava-me para exportar a dita para dar musica (da boa) aos leitores deste blog quando nada. n.a.d.a. aquilo não exportou nada, nao me apareceu o codigo html e eu fiquei desgostosissima da vida. no mesmo instante cai a noticia tantas vezes (quase) quantas os amigos que tenho no facebook a dizer que o concerto do morrissey desta noite foi cancelado. o meu primeiro pesamento (acompanhado de um grande sorriso) foi "então se ele promete voltar ainda posso vê-lo antes de se reformar"


hope ♥

3.5.12

morrissey em cascais


afinal a noite nao acaba sem esta noticia: o morrisey vai outra vez tocar a portugal... a cascais... no dia 24 de julho e eu TAMBÉM nao vou estar em lisboa para poder vê-lo... pfff... felizmente guardei os bilhetes do concerto de 1999 para me aquerecem o coraçao. uma noite a três (um, dois, três), um jantar no nosso indiano preferido, na vespera de uma data importante!

17.3.12

uma noite inesquecivel

17 de março




ha 17 anos atras (tinhamos 17 anos) estavamos a preparar-nos para irmos ao concerto de siouxsie no pavilhão carlos lopes. a esta hora ainda não sabiamos que esta data ia tornar-se inesquecivel. 17 anos depois ainda continuamos a enviar mensagens e declarações de amizade. o tempo que antecedeu o concerto foi precioso, o concerto foi maravilhoso. a noite pos concerto foi surpreendente. a musica estava optima, o ambiente também, as pessoas eram bonitas e algumas tornaram-se como a noite, inesqueciveis. seriam precisos muitos calendarios para contarmos o numero de vezes que saimos juntas, de manhã, à tarde, à noite, de madrugada... e, sem duvida, houve muitas outras dignas de registo. mas todos os dias 17 de março acordo a pensar que é dia de siouxsie. e se um dia perder todas as mensagens preciosas guardadas no meu telemovel, quero que estas duas fiquem registadas:


"ha onze anos atras, fomos ao concerto de siouxsie. tudo mudou, não foi? so não mudou a nossa amizade! ha coisas que eu so gosto de fazer contigo. muitos beijos" (17.03.06)


"amiga, hoje é dia de siouxsie. fazes sempre parte da minha vida! adoro-te!" (17.03.11)


e pronto, eu também te adoro e tenho tantas (tantas) saudades dos nossos dias... espero que possamos voltar a ter noites de dançar até ser de dia...

7.3.12

bah!


que fique também registado que eu não estarei em portugal para ver bon iver, mazzy star, tindersticks, the cure, stone roses, dead can dance etc., etc., etc. ... como boa rapariga do campo que sou a unica vista que terei daquilo que mais se assemelha a uma plateia (que é a minha varanda) é a das vacas a pastarem…

e pronto, dito isto pergunto-me se na organização de concertos ainda ha alguma alminha que pense nas salas de espectaculos e nos meses bonitos, sei la… como maio ou junho para trazer pessoas interessantes a lisboa… e em fazer bilhetes com cara, como este dos violent femmes, por exemplo ? hã ?
iu-huuuu… ?

estou amuada !

13.6.10

beautiful swan... beautiful angel...

Jalajil


belissimo espectaculo, magnifica luz e um delicioso cha de menta... foram 2 horas de arrepios...

22.11.09

começar e acabar com um concerto...

foi assim que lisboa nos recebeu e se despediu de nos...
















por adiar as coisas sempre até ao ultimo momento pensei que ja não iria ver os kings of convenience, mas nada como um passeio ao final na tarde na rua das portas de santo antão para contrariar o que eu pensava ja ser obvio. afinal sobravam cinco lugares num camarote. nos eramos três. e foi assim que fomos, eu, o j. e a n. eu ja não ia a um concerto desde os einsturzende neubauten em 2005, com a p. e o p.... e talvez tenha sido isso tudo, o tempo, a distância, a musica, a companhia, o coliseu que me fizeram passar a noite a cantar e a dançar e a pedir às pessoas que estavam comigo para assobiarem com os dois dedos na boca porque eu não sei... mas sei saltar e gritar e foi o que fiz...


dez dias mais tarde direcção pavilhão atlantico, era noite de chuva, duas razões para ser uma boa noite. descobri ou lembrei-me que ja não tenho grande paciência para primeiras partes (apesar de algumas serem grandes descobertas). os depeche mode fizeram-nos a vontade e cantaram (quase) todas as musicas que queriamos ouvir... foi um regresso à adolescencia... muitas pessoas do nosso tempo, ao contrario dos kings of convenience... dançamos, cantamos... quando saimos ainda chovia, ou chovia mais. metro. baixa chiado. bar. conversa e musica. so tinhamos mais um dia. regressamos a casa com as costas e o cabelo molhados, como quando andavamos à chuva no fim dos anos 80 inicio dos anos 90...


ultimo dia em lisboa. enquanto conversavamos na sala eu passava uma ultima vez os olhos pelas minhas coisas. e parei numa caixa em cima de um armario. abri-a e la dentro encontrei o bilhete do concerto dos bauhaus... reparo na data... 14 de novembro de 1998, 11 anos depois...