aproximei-me da janela e vi o principe real com outros olhos (tenho um desejo relativamente recente de querer entrar dentro de muitos prédios, subir até ao ultimo andar e ver lisboa de cima). em frente, o jardim, à direita o quiosque cor-de-rosa e à esquerda uma camioneta azul turquesa. ao longe consegui ler que contavam historias e fui la ver do que se tratava. tell a story é uma livraria movel de autores portugueses traduzidos que vai viajando e parando entre o principe real e as portas do sol. a maioria dos clientes sao turistas curiosos que muitas vezes acabam por levar um livro sobre lisboa ou de um autor português para oferecer. gostei imenso desta ideia (estranho, nao é?)... e gostei da carrinha (e da cor), da forma simples como as coisas estao apresentadas e... cerise sur le gâteau... dos postais.
cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson
one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society
a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto
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6.10.13
14.8.13
livrarias
do châtelet ao marais, passeio pela cidade. uma das coisas que mais gosto aqui além das padarias (afinal até gosto de muitas coisas) sao as imensas livrarias. generalistas, especializadas, de saldos, alfarrabistas, até que dei de caras com esta que é também bar. bar littéraire. ha muitos anos atras, existia no bairro alto, mesmo à saida do elevador da gloria o café com livros também conhecido por geronte. era um lugar bonito, cosy, tinha um ambiente simpatico e muitos livros. fechou, um dia, sem que eu tivesse percebido porquê. ha poucos anos atras conheci o "loucos e sonhadores", um café de livros também, mas sempre que la tentei ir estava fechado. gosto tanto deste conceito de bebidas e livros e mais uma vez espanto-me com o mistério da nossa "descultura" do livro.
10.3.13
uma livraria de sonho
le bal des ardents * uma das livrarias de lyon
senhorita j. gostava de pedir a todos os leitores deste blog que gostam de livros e de ler quais sao as três coisas que consideram fundamentais numa livraria. o que vos faz voltar àquela(s) e nao a outra(s)?
quem tiver mais do que três critérios para a livraria de sonho claro que pode ir além das três razoes.
... a minha livraria de sonho é... tem... faz... ...
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14.1.13
ainda da caixa amélie poulain...
houve um tempo...
ha muito tempo... quando os números de telefone ainda começavam por 01 trabalhei na ler devagar. na abertura da livraria. até mesmo antes. lembro-me de estar tudo em obras, lembro-me das estantes a chegarem, dos primeiros livros a serem pousados nas prateleiras.
na minha caixa amélie poulain, juntamente com os bilhetes de cinema, estavam estes cartoes
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13.9.11
sonhos no fundo da gaveta

esta segunda-feira regressamos a conflans... queriamos esplanar na praça principal e observar as pessoas, mas fora da época alta não ha um unico café ou restaurante abertos depois das 14h. desiludidos, demos uma volta pela praça... duas pessoas restauravam uma peça de madeira em frente a um atelier e eu fui dando uma vista de olhos nas lojas (quase todas) fechadas. a loja dos quadros de herbarios estava aberta, mas não se via ninguém la dentro. ao lado, a escola de musica, de porta fechada, com uma mesa e uma cadeira singelas num compartimento tão pequeno que me deixou com duvidas que as aulas de musica fossem mesmo ali. e um pouco mais à frente, uma editora... uma "loja" para uma editora, com um letreiro medieval em ferro forjado... fico a pensar que o meu sonho era ter uma livraria pequena assim, numa aldeia pequena também, fora do tempo, onde viessem leitores interessados e onde se conversasse sobre livros, sobre a paixão pelos livros, pelos escritores, pelo papel... fico ali 5 minutos parada a sorrir a pensar que essa é a minha maior aspiração profissional (e de alguma forma pessoal) e que raramente pensei nisso a sério... nunca, em momento algum, me passou pela cabeça concretizar essa vontade, esse prazer, encontrar uma aldeia bonita, com caracteristicas semelhantes a esta, com um espaço não muito grande que se tornasse uma livraria familiar, com bom gosto. é esse o meu sonho... mas é tão pouco provavel que aconteça que esta arrumado no fundo da gaveta, por baixo de um monte de papeis e outra cangalhada que até me esqueço que ele existe...
12.6.06
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