cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson
one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society
a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto
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18.1.16
12.8.15
19.9.14
sexta-feira. a partir das 17h é fim da semana e é este o meu momento preferido. tal como a semana que antecede as férias ser tao boa por ainda estar tudo por acontecer. tenho andado silenciosa. tenho pouco para contar porque tenho feito grande coisa para além de trabalho. também continuo sem maquina fotografica e isso é tao estranho. os momentos altos da semana sao a compra das revistas que gosto de ir a ler no comboio. esta semana trouxe a LER, num novo formato. que ediçao bonita, a cor do papel perfeita, a gramagem das folhas certa e o recheio delicioso. fui de viagem com o afonso cruz de sete rios ao oriente e tenho o resto da revista toda para ler. para ir lendo. lendo. gosto do gerundio. este catalogo da gulbenkian também é assim, ediçao bonita para folhear no gerundio. ir folheando. e depois as revistas que trouxe do curso de preparaçao para o parto. ha o que ler este fim de semana. e diz que chove. em cima da mesa, ao lado da televisao, estao dois filmes franceses à espera e este domingo nao quero passar sem ir ver "um belo domingo". amanha tenho muitas coisas na lista para fazer e quero muito mexer-me logo de manha cedo. preciso de ficar para estes lados, nas grandes superficies e queria imenso ir à chapelaria de aquino e trazer de la um daqueles chapeus de chuva de bolinhas que ja nem sao da colecçao deste ano. apetecia-me ir ao mercado comprar frutos e flores e apetecia-me ir comprar pao nas padarias de rua que o n. diz serem pouco apelativas. cheguei a concordar. mas hoje, a caminho do trabalho, parei numa para comprar um pao integral e quando entrei senti-me tao bem la dentro. tudo é tao sereno e cheira a farinha. e depois, esta padaria que passa completamente despercebida vende bolachinhas em forma de coraçao e vende tartes caseiras o que lhe da logo outra cor. quando lanchei aquele pao pensei que ja nao comia uma carcaça ha muito muito tempo e ja tinha saudades disso, sem me lembrar. neste sexta-feira, a caminho do trabalho, pensei que no sabado me apetecia fazer isto tudo ou entao ficar em casa a cozinhar bolinhos ao abrigo e ao som da chuva, sabendo que em cima da mesa estara à minha espera o novo livro da ana teresa pereira.
e os meus dias agora sao feitos disso de coisas muito pequeninas. pensamentos. bilhetinhos.
mas tenho saudades de andar por lisboa a descobrir coisas novas e a registar imagens bonitas.
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6.6.14
em modo condicional
se eu tivesse a energia de ha um ano atras o meu dia amanha seria assim:
acordaria, tomaria banho, sairia para a rua, beberia uma italiana no café da paragem, iria ao mercado de benfica, cedo. daria uma volta e compraria flores. depois pôr-me-ia a caminho da feira da ladra, compraria uma bugiganga a 3€ para guardar uma recordaçao dessa manha, subiria ao largo da graça para apanhar o electrico na primeira paragem, desceria na rua da conceiçao, junto à rua augusta, depois subiria ao arco e admiraria lisboa de cima. a essa hora aproximar-se-ia o almoço e decidiria ir à feira do livro onde julgo que ha mais barraquinhas de comida do que de livros. sentar-me-ia numa dessas esplanadas que so tem uma mesa e duas cadeiras, depois levantar-me-ia, antes da enchente e daria uma volta para espreitar os livros do dia. pararia para comer um magnum de amendoas, para admirar o marques do cimo do parque e subiria até ao amoreiras. entraria na padaria francesa para comprar um paezinhosde frutas, apanharia o 58, desceria em campolide e iria visitar o aqueduto. por esta altura ja estaria cansada e dirigir-me-ia até casa. mas como tudo é urgente sairia para a sessao de cinema das 20h30, depois iria beber um copo com alguém num sitio qualquer e acabaria a dançar numa dessas noites tematicas alternativas dos 80's. apanharia um taxi, rir-me-ia durante o percurso e chegaria a casa por volta das 5h. cairia na cama e so teria tempo de tapar-me com o edredao e de deixar os pés de fora.
se...
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apatia
bloqueei com os livros. ou… bloqueei na leitura de livros. o ultimo que li foi este, no mês de dezembro. foi o ano passado, ha 6 meses portanto. contudo continuo a receber livros, a comprar, a requisitar, a frequentar a feira do livro e a fazer disso a big deal. acho que um bloqueio longo assim ja nao me acontecia ha muitos anos. em cima da minha mesa, as lombadas olham para mim, presentes de natal, de aniversario, emprestimos de amigos e os mais recentes que comprei que sao estes. uma mesa eclectica, portanto. é o minimo que se pode dizer.
aqui esta o escritor romeno, o novo livro do nuno costa santos, que estará amanha na feira (para os interessados,) um livro tematico sobre uma coisa que me atormenta nos ultimos tempos: a alimentaçao e "os maias" na ediçao da civilizaçao, simpatizei com as capas da colecçao dos classicos e comprei-o. mas verdade seja dita, nao o comprei so pela capa, comprei-o porque so o eça me tira desta apatia livresca. eça é que é essa ou essa é que é eça. a ver se rearrebito com carlos da maia, maria eduarda, afonso da maia, ega, benfica, janelas verdes, sintra.
passa-se o mesmo com os filmes no cinema, o ultimo que vi foi em fevereiro. para remediar isso hoje concorri a mais um passatempo e para a semana vamos à antestreia do filme "les garçons et guillaume à table!"
alegram-me estes passatempos...
alegram-me estes passatempos...
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26.4.14
viajar sem sair de casa ou a nao-vida
a preguicite faz-me ficar na cama até tarde aos fins-de-semana. e aqui faço tudo. durmo, leio, escrevo, vejo filmes, leio os mails, vejo as novidades no facebook, olho pela janela, vejo o tempo e, agora, até como torradas e bebo leite com chocolate. levanto-me quando tenho qualquer coisa de urgente para fazer ou um compromisso agendado.
quando regresso a casa vou para o sofa e repito as mesmas coisas até adormecer e voltar de novo para aqui. era por isso que eu queria tanto regressar a lisboa, para passar os dias na minha cama e no meu quarto luminoso.
hoje, acompanhei as torradas com a leitura deste blogue. bateram-me as saudades da neve e lembrei-me dele e que ja nao tinha novidades ha algum tempo. a minha alma gemea emigrante é esta. mas a minha alma gemea do frio e da neve (que agora se aproximou do sol e do calor) é esta.
e agora vou cometer uma excentricidade, vou levantar-me do leito para ir pintar as unhas a 100m da minha casa. depois, claro que tenho imensos projectos como ir comprar kiwis ao supermercado, ir ao cinema, mas sei que nada disto se fara e que voltarei ao sofa.
e pergunto-me: esta letargia so reina por aqui?
2.4.14
lembrete
tenho posts para escrever sobre:
soutiens (dei descanso às cuecas)
sobre a paciência que é esperar que as unhas sequem
sobre o tempo do relogio e o tempo do céu
sobre este estado catatonico que me faz ter livros e dvd da biblioteca ha 3 meses
sobre a vontade de escrever sobre a chapelaria aquino
sobre os sapatos que escorregam na calçada e de eu estar pronta a partir uma perna para ela poder continuar a existir
sobre o radiador a bombar, na casa de lisboa, em abril, quando outrora prevalecia a manga curta
sobre conseguir passar 24h na horizontal, por opçao
sobre o facto de estar a fazer 1 ano que o meu corredor tem caixas de cartao por abrir
também ha uma data de coisas que me apetece fazer, mas isso da mais trabalho. a verdade é que estas vontades atingem o seu pico durante o tempo em que eu estou no meu trabalho, porque quando finalmente se apresentam as condiçoes para pôr maos à obra cresce em mim uma vontade de estar na horizontal. e depois uma pessoa… lembram-se? uma pessoa isto e aquilo e bla bla bla, queixa-se, vem bater no ceguinho mas sacudir a poeira dos ombros, que é bom, esta quieta. é a expressao que o diz e com razao.
é assim que anda o ambiente no blog
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19.1.14
15.1.14
uma pessoa (é chata)
uma pessoa vai viver quase uma década para outro pais. vai para uma regiao longinqua onde quase tudo o que se passa esta voltado para o desporto. uma regiao com condiçoes climatericas rudes, com pessoas diferentes, habitos diferentes. uma pessoa chega e adapta-se. nos primeiros tempos tudo é novo e razao de espanto e surpresa e motivo de conversa. depois o tempo passa e uma pessoa começa a habituar-se, mas nao a conformar-se. uma pessoa olha para o passado, olha para aquilo que ja teve ou podia ter e ja nao tem. e idealiza isso. ao extremo. acha que a sua vida é uma grande seca, porque nao ha nada para fazer e é preciso inventar as coisas. o tempo existe nesta década e ha que descobrir o que fazer com ele. entao, uma pessoa decide fazer uma data de coisas, coisas que na sua zona de conforto nunca teria ousado fazer. e faz. e consegue. mas ainda nao esta satisfeita. uma pessoa vive numa casa linda, com uma paisagem deslumbrante. quase todos os dias tem qualquer coisa para contar e uma fotografia para postar. mesmo sendo sempre dentro dos mesmos temas, acabam por ter historias diferentes. mas uma pessoa vive a pensar em lisboa. na cidade, na familia, nos amigos. tudo o que é importante parece passar-se a 2000km do fim do mundo. uma pessoa fica chateada por viver onde judas perdeu as botas. entao vai de ferias, aproveita ao maximo e, na altura de se ir embora, leva a maquina cheia de sorrisos e cor e entusiasmo. reservas para os meses de hibernaçao. e uma pessoa passa as fotografias para o computador e lê os jornais, revistas e blogues portugueses e jura que se estivesse em lisboa fazia e acontecia.
e eis que esse dia acontece. o dia em que a pessoa esta em lisboa, e tem tudo ali à mao de semear. tudo. e uma pessoa, que passou uma decada a dizer que se estivesse em lisboa isto e aquilo, que aborreceu o leitor com estes desejos, se encontra inerte. e tem tudo à porta de casa. uma pessoa pensa se tera aprendido a nao fazer nada e a contentar-se com pouco. e uma pessoa zanga-se com tanta teoria e pouca pratica. pensa que desde que vive sozina outra vez, o numero de vezes que cozinhou conta-se pelo dedos de uma mao. que nunca mais fez doces, nem bolachas, nem muffins, nem nada de tudo aquilo que era possivel fazer em dias de neve. em dois dias e meio de folga. uma pessoa pensa isto tudo e continua sentada no sofa. faz uma pausa para escrever este post aborrecidissimo. para dizer que esta em lisboa e tudo aquilo que era desejo e projecto… tudo o que era promissor esfriou. parece que a certeza de ter qualquer coisa nos atrasa o passo e pensa numa frase que leu ha muitos anos atras parecida com "so sabemos que temos todas as coisas quando nunca as possuimos". e uma pessoa da por si a ver as fotografias dos alpes. e tem saudades. sim saudades. e uma pessoa nao percebe. uma pessoa nao SE percebe. e acaba por convence-se de que a unica coisa que tem é o presente. mas nao consegue ser convincente e entao vai à procura de viagens para os alpes. so que os alpes a viver e os alpes a visitar nao sao os mesmos alpes. uma pessoa irrita-se por nunca estar satisfeita e convence-se que afinal gosta é de viver nesta temperatura morna, nesta cor cinzenta neste vai-nao-vai e que se calhar o que era bom era o vai-e-vem. e é isso que uma pessoa vai tendo para dizer. é isso.
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24.12.13
em tempo de natal
senhorita jota vê tanta poesia em entrar numa pastelaria e pedir um café e um sonho
feliz natal
feliz natal
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1.11.13
25.2.13
senhorita j. tomou uma decisão
a partir de agora so tera em boa consideração as empresas cujos recursos humanos também têm consideração pelas pessoas. ponto. é isso. so posso adiantar que estas se contam pelos dedos e que tendo a maioria muito pouco de humano, deveriam rever seriamente esta denominação. também começa a desconfiar que os recursos humanos não são uma verdadeira profissão uma vez que até uma telefonista pode dar esclarecimentos desta especialidade.
teme que as segundas-feiras se cinjam a este tipo de consideraçoes. haja passaros a voar num céu azul para a fazerem sorrir.
teme que as segundas-feiras se cinjam a este tipo de consideraçoes. haja passaros a voar num céu azul para a fazerem sorrir.
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20.2.13
frança versus portugal ou os dias em que senhorita j. acorda com os pés de fora
nestes anos que tenho vivio em frança, tenho vindo a queixar-me algumas vezes de coisas que não me agradam. a verdade é que, não estando ainda distante mas sentindo ja uma certa distância, vou sentir falta de alguma coisas e vou estar muito contente de me separar de outras. o anonimato é uma delas. é assim um misto de sentimentos. nao gosto de demorar horas a fazer compras porque se encontra tanta gente que, por cada artigo posto no carrinho, se para para conversar com alguém. não gosto de ir ao médico e encontrar (certas) pessoas conhecidas na sala de espera que me perguntam "tudo bem", mas que na verdade querem saber porque é que se esta ali. nao gosto de ser aquela que não é so mais uma entre muitas pessoas que entraram para experimentar um par de botas, mas que sera sempre a do buraco na meia ou a das meias cor-de-rosa (obrigada, menina scarlet). por outro lado gosto de ser aquela que ouve baixinho nos corredores do supermercado a pequenada dizer que eu sou a senhora das historias da biblioteca. também é graças a esta falta de anonimato que me envolvi numa série de projectos, coisa que numa grande cidade penso que não poderei fazer porque serei mais uma perdida na massa, ou mais uma no meio de uma série de pessoas que sabem fazer a mesma coisa. é verdade, não me vejo em lisboa a fazer cronicas literarias na radio, não me vejo a colaborar em projectos sociais ligados a comunidades com dificuldades de integração, não me vejo a dar aulas, nao me vejo a participar em festivais de leitura internacionais, nao me vejo a colaborar num jornal (mas se calhar até estou a precisar de mudar de oculos). estou (muito) contente por voltar a lisboa, estou serena e, ao mesmo tempo, com receio da possibilidade de não ter as mesmas oportunidades no meu pais (e é o que vai acontecer, dirao muitos). em portugal é preciso "canudo" para tudo (bem me dizia o meu pai), no mundo do trabalho, se não temos um diploma que certifica que fizemos anos de estudos, pouco valemos. a experiência profissional é pouco considerada. também fico verde (tradução literal) quando vejo anuncios de empregos com limites de idades. até aos 30 anos. maximo 35 anos. isto é pura discriminação. que depois das entrevistas escolham uma pessoa cuja idade esta dentro deste limite é uma coisa, mas impôr limites à partida sem conhecerem as qualidades profissionais e pessoais das pessoas é outra. em frança a idade não é um critério para um recrutamento que se apresente das prioridades de pré- selecção de uma empresa. ha desigualdades, também. vergonhosas. quantas vezes recusam candidaturas de pessoas de origem do norte de africa ou de pessoas que moram em certas zonas da regiao de paris com problemas sociais. em portugal também ha discriminação.
regresso a lisboa. sem emprego. quero ter tempo para pensar na felicidade e naquilo que me faz ou que pode vir a fazer-me feliz. sera que a resposta esta em lisboa? sera que esta nos alpes? estara algures noutra parte do mundo? ao inicio senti um pânico imenso de deixar uma vida confortavel e deixar de ter emprego. liguei para uma série de empresas para saber informações e, na maioria das vezes, as pessoas que estavam do outro lado, falaram comigo com ares de quem tem o lugar quente e como se eu estivesse a "pedir para me darem trabalho". uma coisa que aprendi nestas ultimos tempos é que um trabalho é um trabalho. hoje é uma coisa e amanha pode ja não ser e que podemos fazê-lo com profissionalismo e paixão, mas nunca devemos pensar que pode ser uma das nossas "casas", mesmo passando tantas horas la dentro. nos contactos que fiz, em nenhum caso os recursos humanos me perguntaram qual era a minha formação e que experiência tinha. em nenhum caso pensaram sera que esta pessoa pode trazer alguma coisa positiva à nossa empresa (perguntem-me vocês: "mas em que mundo é que tu vives?"). e agora, à distância, mas quase pertinho, ja me tinha esquecido que afinal também ha uma série de coisas que me irritam na mentalidade portuguesa. os doutores, por exemplo. aqui os doutores são apenas os médicos. hoje em dia se telefono e peço para falar com o senhor x, levo logo com a voz ofendida, de quem nem é doutor, que me corrige imediatamente e me diz "o senhor não, o "dótôr". afinal valemos mais pelos titulos do que por aquilo que somos. como dizia o outro doutores ha muitos, senhores é que não.
regresso a lisboa. sem emprego. quero ter tempo para pensar na felicidade e naquilo que me faz ou que pode vir a fazer-me feliz. sera que a resposta esta em lisboa? sera que esta nos alpes? estara algures noutra parte do mundo? ao inicio senti um pânico imenso de deixar uma vida confortavel e deixar de ter emprego. liguei para uma série de empresas para saber informações e, na maioria das vezes, as pessoas que estavam do outro lado, falaram comigo com ares de quem tem o lugar quente e como se eu estivesse a "pedir para me darem trabalho". uma coisa que aprendi nestas ultimos tempos é que um trabalho é um trabalho. hoje é uma coisa e amanha pode ja não ser e que podemos fazê-lo com profissionalismo e paixão, mas nunca devemos pensar que pode ser uma das nossas "casas", mesmo passando tantas horas la dentro. nos contactos que fiz, em nenhum caso os recursos humanos me perguntaram qual era a minha formação e que experiência tinha. em nenhum caso pensaram sera que esta pessoa pode trazer alguma coisa positiva à nossa empresa (perguntem-me vocês: "mas em que mundo é que tu vives?"). e agora, à distância, mas quase pertinho, ja me tinha esquecido que afinal também ha uma série de coisas que me irritam na mentalidade portuguesa. os doutores, por exemplo. aqui os doutores são apenas os médicos. hoje em dia se telefono e peço para falar com o senhor x, levo logo com a voz ofendida, de quem nem é doutor, que me corrige imediatamente e me diz "o senhor não, o "dótôr". afinal valemos mais pelos titulos do que por aquilo que somos. como dizia o outro doutores ha muitos, senhores é que não.
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4.12.12
21.8.12
agosto
sempre gostei do mês de agosto em lisboa por poder andar na cidade vazia, ter tempo, olhar para as coisas, concentrar-me em tudo de bom e de bonito que a cidade oferecia, com muito menos poluiçao (em todos os sentidos) do que no resto do ano.
nos alpes, gosto da ideia de agosto nos dias de neve. quando esta imenso frio, imagino o calor do oitavo mês do ano e por breves segundos aqueço-me. mas nunca fui grande fã de deste mês e, este ano, tenho um desejo profundo que ele passe depressa porque, para mim, esta a ser mais silly do que alguma vez foi.
nos alpes, gosto da ideia de agosto nos dias de neve. quando esta imenso frio, imagino o calor do oitavo mês do ano e por breves segundos aqueço-me. mas nunca fui grande fã de deste mês e, este ano, tenho um desejo profundo que ele passe depressa porque, para mim, esta a ser mais silly do que alguma vez foi.
espero ansiosamente por setembro que traz o outono e o inicio de tantas coisas. o dia que antecede a chegada de um dos meus meses preferidos é um dia pelo qual espero, ha muito e ele também traz magarça e o melancomico, pela primeira vez em terras alpinas. que bom ♥
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25.7.12
elogios
tudo pode querer indicar que quando se vive longe (muito longe) das grandes cidades e de tudo o que elas nos oferecem se tem mais tempo para pensar. e até pode haver alguma verdade nisso. mas ha nesta forma de vida uma distância social que nos faz esquecer de pensar numa série de coisas, umas simples outras mais complexas. é por isso que muitas vezes digo que quando temos amigos em casa é tao bom poder voltar a conversar sobre tudo e sobre nada, porque precisamente damos por nos a trocar ideias sobre coisas que sozinhos nao nos passariam pela cabeça. esta semana levei de emprestimo uma revista feminina que tinha um artigo que me interessava ler sobre mudar de emprego. ao passar os olhos por ela, entre varios artigos, deparei-me com o dossier "qual é o melhor elogio que lhe podem fazer?" pergunta à qual respondiam varias pessoas dizendo "que sou boa mãe" "que sou inteligente" "que sou util" etc., etc. fiquei a pensar que nunca me tinha feito esta pergunta tão simples e, agora, perante tal interrogação, qual é a minha resposta? bem, não foi imediata e desde então ando a pensar no assunto.
e vocês, qual é o melhor elogio que vos podem fazer?
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11.4.12
considerações sobre o guarda-chuva

hoje de manhã acordei com a paisagem branca. a neve caiu durante a noite e assim continuou de manhã. uf, ja nao me apetece nada dias assim, ou pelo menos que venham quando estou em casa debaixo do edredão. fui para dentro da banheira, vesti-me (recusei-me a secar o cabelo), bebi um cha e sai. à medida que descia de carro pelas montanhas a neve transformava-se em chuva, que caia com alguma consequência. penso que, desde as ultimas férias em lisboa, fiquei sem o meu chapeu-de-chuva preto e branco, comprado na h&m por meia duzia de euros e que me durou meia duzia de anos. e la fui eu, em pensamentos deste genero: o tempo de vida de um guarda-chuva sera proporcional ao numero de euros que se pagou por ele? mas porque é que eu estou a dizer guarda-chuva eu costumo dizer chapeu-de- chuva? e que ideia essa de chamar guarda chuva... guarda? mas se precisamente não guarda mas reguarda, não devia chamar-se resguarda-chuva?... e pronto, em considerações metafisicas cheguei finalmente à biblioteca...
imagem retirada daqui
1.4.12
aos domingos gosto de ter tempo...
gosto do silêncio de casa
gosto da luz que entra pelo quarto de manha, aquece os lençois e desenha caminhos com pequenas particulas que parecem po
gosto de ver a sala iluminada e de pensar em como é bom viver num sitio virado para sul
gosto de ver o sol que toca as plantas, flores e ervas aromaticas que encheram a nossa varanda e as torna ainda mais verdes
gosto de estender a roupa e de sair la para fora e sentir o cheiro fresco e limpo
gosto de fazer a cama de lavado e fazer ronrom e mexer os dedos dos pés quando entro la para dentro à noite
gosto de ouvir a radar enquanto vejo as novidades nos mails, no googlereader e no facebook
gosto de pensar que vou poder passar a tarde a ler ou a ver filmes e que ainda tenho um dia de folga para as obrigaçoes que acabo por cumprir so a metade
... o cebolinho esta lindo, hoje viu corta-lo, vai perfumar e colorir as nossas saladas.
a menta cresce tao depressa. se gostam de usar em chas, caipirinhas ou em sobremesas e costumam comprar vale mesmo a pena ter um vasinho e ir cortando folhas à medida que se precisa. o n. comprou rododendros que plantamos ontem à tarde... e depois acabamos por mudar os vasos ao rosmaninho e ao tomilho que também cresceram imenso. ao final da tarde fizemos uma experiência, vamos ver se um dia teremos abacates...
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16.2.12
sem tempo nem primavera
tenho a sensação que este inverno hibernei como os cães da pradaria. parece-me que me falta imenso tempo e vontade e o verde das primeiras ervas da primavera.
ando assim, a adormecer no sofá, cada vez mais cedo. ao computador venho cumprir as minhas obrigações mas a grande maioria vou adiando. e pronto, espero regressar em breve, com mais noticias para além de sofás e receitas e com fotografias fora de casa. espero voltar para ler as centenas de itens que tenho nos "não lidos" no google reader (só costumo atingir este numero quando estou de férias) e para responder a um desafio que me lançaram (ainda não o fiz porque pensar requer tempo)... e quem sabe, se a vontade vier em força, este blog volte a ser bilingue!
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20.7.11
inversamente proporcional


durante o fim-de-semana conversavamos de tudo e de nada... um dos assuntos foi a louis vuitton. malitas conhecidas por esse mundo fora, a "modestas" quantias, mas que curiosamente grande parte da população, e os suiços mais do que os outros, tem. questionavamo-nos sobre as razões que levam tanta gente a querer ter um saquito multicolor, de Letrinhas Viradas (foi sem querer mas teve graça) de pernas para o ar. sera efeito de moda, como outra qualquer... (a do roxo no ano passado, por exemplo)? sera efeito de gostar de usar roupas e acessorios de marca? ou sera simplesmente por se gostar visualmente daquilo? optamos pela razão das marcas... lembravamos então o quão curioso é ver as senhoras de manhã de malinha no ombro ou na mão à espera do comboio da fertagus. louis vuitton vs comboio vs fertagus e falavamos nessa incoerência.
no dia seguinte, entravamos na ladurée, conceituada loja de macarons que agora se dedicou igualmente a outras iguarias e a produtos de beleza para o corpo. na nossa primeira experiencia de ladurée tinhamos duas pessoas que não primavam de todo pela simpatia... ora se eu pago 12.20€ por 6 macarons de uma marca que se considera grande é pela qualidade do produto, com uma percentagem de qualidade no antendimento, pelo que me parece mais do que natural haver uma proporcionalidade neste sentido. não foi o caso.
... enfim, se a grande ladurée tem pequenos funcionarios por que razão é que a louis vuitton não ha-de andar no comboio da fertagus?
fotografia da loja louis vuitton retirada daqui
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