eu continuo a pensar que nao sei como é que isto foi acontecer. por pouco nao ia à feira e, nao tivesse sido um compromisso para os lados de s. sebastiao acho que tinha ficado para o ano que vem. entrei por cima e foi pela calçada abaixo, triste, como sempre, pelas bancas sem espirito de feira. do lado esquerdo, de quem desce, comprei um livro na banca do ispa sobre gestao de conflitos no trabalho e fui fazendo slalom. vi a banca da minerva e nem queria acreditar que eles ainda existem. disse-me o senhor que sao a mais antiga editora portuguesa e que contam com 13 funcionarios. ficamos um bom bocado à conversa depois de ele ver-me sorrir ao pegar no livro "o pequeno alpino", uma historia juvenil, passada nos alpes, mesmo ali depois da fronteira onde fomos passear tantos fins-de-semana. continuei a descer até que rapidamente cheguei ao final e era tempo de subir. ja do outro lado, trouxe dois livros do banho para mademoiselle: um pato (ela adora amarelo) e um sapo e, para mim, comprei um livro que nunca pensei ter nas minhas prateleiras e que em tempos me enjoou. trata do assunto da inteligência emocional no trabalho… parece que ando focalizada neste assunto. entre o sobe e desce parei na banca das farturas e quando vi que havia churros gigantes com recheio de doce de leite nunca mais me lembrei das ditas. fiquei pegajosa, mas sobretudo desiludida. é que os churros tinham um buraco aberto dos dois lados e o doce de leite recheou apenas o pacote que me permitia pegar no churro, de maneira que o comi avidamente esperando com ansiedade chegar ao recheio, mas sem sucesso. fiquei embuchada e, desesperada, andei a raspar o cartao com o indicador, por um doce de leite de meia tigela.
cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson
one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society
a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto
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17.6.15
9.6.13
a sardinha é de todos!
dia cinzento. um passeio para os lados do martim moniz, um café rapido n'o das joanas, passagem pelo mercado da praça da figueira onde encontrei uma colher para o mel que queria comprar ja ha imenso tempo. passei a rua da betesga e enfiei-me pela rua augusta. nao tenho grande empatia com esta rua. hoje lisboa pareceu-me cheia de tapumes: era o arco, era a estatua da praça do comércio, mas as sardinhas voadoras alegraram-me a passeata. dali, rua a madalena, rua da alfandega, campo das cebolas, terreiro do paço, cais das colunas e o dia la fora terminou na feira do livro. mas pergunto-me onde tinha eu a cabeça para ir para a feira a um domingo às quatro da tarde. estava a a-ba-rro-tar. havia filas para pagar, filas para os autografos, filas para as farturas, pessoas paradas no meio do caminho a olharem para o boneco sem perceberem o transito que se formava atras e por causa delas. tudo aos gritos e cada vez que ligavam o altifalante ainda pior. pessoas a passearem os caes na feira em hora de ponta. enfim, o que salvou a confusao foi o senhor das cautelas que, parecendo impossivel, ainda gritava mais do que todos juntos. primeiro dizia que ainda tinha o 13 para o santo antonio, quase garantindo fortuna e depois, como o 13 nao funcionava começou a gritar "olhó o 69, é o 69 e nao ha que ter vergonha". e pronto, la chegou a minha vez para a fartura, ainda pensei que ia andar à bulha com alguém que se pôs à minha frente, mas la agarrei na fritura e vim-me embora quase a salivar, nao sei se de prazer, se de raiva.
... e para este post acabar em bom ambiente também digo "viva a sardinha. a sardinha é de todos". mas eu é que ainda nao comi nenhuma. claro que desta semana nao passa.
Etiquetas:
feira do livro,
lisboa
30.5.13
nao se trata de se ser vaidosa
trata-se de se sentir uma imensa alegria por se saber que se contribuiu para que uma coisa importante tenha podido acontecer nestes dois ultimos anos. e isso parece que se torna ainda mais concreto com um agradecimento, materializado num livrinho.
participo no festival du premier roman de chambéry ha 6 anos para a lingua francesa e ha 2 anos para a lingua portuguesa. este ano o escritor seleccionado por todos os grupos de leitura foi o joao ricardo pedro com o primeiro romance "o teu rosto sera o ultimo". no fim-de-semana que passou esteve em chambéry e no proximo domingo, o grupo de leitores oeiras a ler convidam-nos a conversar sobre o livro do escritor, na feira do livro, às 17h no pavilhao da APEL. entretanto se quiserem apareçam para falar do livro ou ouvir falar dele e, se assim for, receberao um atestado de presença que vos dara 40% de desconto nos livros das varias editoras da leya e da antigona, nao sujeitos à lei do preço fixo. a planeta também reserva uma surpresa. para saberem tudo espreitem aqui.
nao sao optimas razoes para dar la um salto?
nao sao optimas razoes para dar la um salto?
15.4.12
feira do livro na vila
ontem era dia de feira do livro e, depois do trabalho, por baixo da chuva, decidi la dar um salto. voltei pelos livros infantis, apetecia-me ilustraçoes bonitas e acabei por comprar 3 livros. apetecia-me trazer mais, mas hoje em dia tenho uma relaçao diferente com os livros e nao trouxe o "brooklyn follies", do paul auster que tinha adorado, para mim, um regresso às origens. nem trouxe "ensemble c'est tout", da anna gavalda, que tinha lido numa cadeira de jardim, por baixo das cerejeiras, numas férias de verao. estavam ambos novinhos em folha, mas sei que nao os voltaria a abrir. trouxe "le jardin secret, de frances burnett que nunca li e para juntar à "princesinha", o livro que me fez começar a amar (a sério) os livros. trouxe "rosie", com ilustraçoes de maurice sendak (ediçao de 1983), a fazer-me pensar numa conversa com o pl na casa chinesa e "train de nuit pour lisbonne", de pascal mercier, para juntar à minha prateleira de livros sobre lisboa. ja tinha começado a ler o exemplar da mediateca, mas aborreci-me, pousei o livro e nunca mais voltei a ele. o senhor que estava a trabalhar na feira disse-me para persistir que valia mesmo a pena e aceitei a sugestao. sai de la com estes três livros por menos de 5 euros, nesta feira que vende livros ao kg. 1kg=5 euros.
9.3.10
24.2.09
feira do livro 2009
ainda estou a tentar perceber qual foi a ideia de fazerem a feira do livro em abril e maio... espero que abril cumpra o provérbio pelos dois meses e que caia uma carga de agua em cima dos que tomaram esta decisão!
Etiquetas:
feira do livro
27.5.06
de volta, rapidamente, para três comentários:
a feira do livro parece finalmente ter alguma coisa diferente dos anos anteriores: a assírio e alvim tem descontos fantásticos (e espero que não tenha sido apenas por ser o primeiro dia de feira - 5a feira)
apesar da proximidade das férias, foi bom voltar aos blogs e ver que há novidades no almanaque, george cassiel e jazzmorto
estou no alentejo, está um calor infernal... o meu coração não sabe para que lado se virar, se para a frescura das montanhas... se para a cidade cosmopolita...
volto em breve para um album fotográfico destes dias de silêncio...
a feira do livro parece finalmente ter alguma coisa diferente dos anos anteriores: a assírio e alvim tem descontos fantásticos (e espero que não tenha sido apenas por ser o primeiro dia de feira - 5a feira)
apesar da proximidade das férias, foi bom voltar aos blogs e ver que há novidades no almanaque, george cassiel e jazzmorto
estou no alentejo, está um calor infernal... o meu coração não sabe para que lado se virar, se para a frescura das montanhas... se para a cidade cosmopolita...
volto em breve para um album fotográfico destes dias de silêncio...
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