cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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9.3.15

ha um ano atras...


eu estava nos alpes. por estes dias, estavamos a conceber a sementinha.
desde entao, nao voltei a frança. e tenho saudades.

11.8.14

enquanto o sono nao vem


… veio a saudade, com katy song
nos alpes, passei tanto tempo em casa a ouvir musica que o meu coraçao quase que tirou uma fotografia a cada acorde de centenas de musicas diferentes. e aqui deitada no sofa, com os red house painters, lembrei-me das manhas silenciosas e luminosas de inverno. em frente à porta-janela da sala, enorme, as montanhas majestosas, o imenso céu azul, uma a claridade exacerbada pela paisagem branca imaculada e o som da liberdade dos passaros no ar. um espectaculo da natureza quase diario. faltavam muitas coisas naquele lugar, mas havia outras e apesar de muitos acharem o quadro repetitivo a verdade é que todos os dias havia imagens diferentes a registar. outras vezes as mesmas coisas regressavam com as estaçoes e eu também precisava desse ciclo "cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes". hoje senti falta desses dias infinitos em que eu estava de pé em frente à porta janela e, com o rosto ligeiramente levantado, o meu olhar percorria os 5 metros de janela e se ia focando em pormenores. tenho tantas saudades da "nossa" varanda … a vida de frente para as montanhas, a vida através de um coraçao recortado na madeira...

6 anos a viver numa aldeia perdida nas montanhas chamada les echines du dessous. vale a pena clicar na etiqueta… diz senhorita nostalgia jota

3.6.14

os alpes


hoje voltei a sonhar com a sidonie. quando acordei fui ver fotografias das montanhas.
estas sao dos dias em val d'isère. que saudades deste sun flare...
… talvez tenha sido esta luz… talvez tenha sido desta luz… talvez tenha sido neste dia de luz...

16.3.14

du côté de la vallée du manchet






um passeio ao sol e o silêncio do cimo das montanhas quebrado, de vez em quando, pelo correr da agua nos riachos e pelo grito dos corvos, no céu azul.

13.3.14

luz


os dias vao passando depressa. temos feito muitos passeios pelo meio da floresta, pelos caminhos de neve. lugares bonitos por onde ja nao passeavamos juntos ha muito muito tempo. têm estado dias maravilhosos de sol e voltarei a lisboa sem o silencio dos flocos de neve. mas nas recordaçoes deste regresso havera muita luz.

10.3.14

rroooh!


quelqu'un a lu dans mes pensées…

balade dans la neige


ontem, quando sai, ja o sol ia alto e eu subi para ir ao encontro dele. fui pela estrada do fornet em direcçao à ponte saint charles. cortei pelo caminho de neve e fui andando. precisava de sol e precisava de uns oculos de sol porque a luz que tocava no branco imaculado quase me cegava… pelo  silêncio da floresta, fui andando a pé, seguindo as pegadas dos animais… 

à noite, quando viamos as fotografias, o abominavel adoravel homem das neves falou-me das espécies que tinham andando pelos caminhos onde eu andei, contou-me como punham as patas quando caminhavam ou saltavam para as pegadas se desenharem daquela forma e nao de outra. mas nao sei onde iam porque que depois veio o vento que levou alguma neve fina e fresca e apagou-lhes o rasto.

9.3.14

like the old sundays… well… almost...


é domingo. tenho tempo. o dia esta lindo. a luz la fora, maravilhosa. esta musica dos mojave 3 é das melhores bandas sonoras para os meus dias nos alpes. eu vou bebendo café pela manha enquanto absorvo isto tudo. encho o pequeno copo que comprei ontem numa das minhas lojas preferidas de val d'isere. vermelha como tantas coisas de decoraçao nas montanhas e como tanta loiça que eu tenho, agora dentro de caixotes, numa casa em tras-os-montes. este copo de café, eu nao precisava dele, mas precisarei d'un souvenir quando estiver em lisboa, de uma coisa concreta que me faça lembrar, cada vez que abro as portas do armario da cozinha, que certos dias existem. na torradeira douram duas fatias de délice d'automne, o meu pao preferido da maison chevallot (a par do petit pain au beaufort, que nao sobreviveu para a fotografia). ontem foi um dia calmo, passeei pela estância, ao sol, entrei na loja onde trabalhei no inverno do ano em que cheguei aqui e conversei com a minha colega como se nos tivessemos visto ontem, mas afinal ja tinham passado 9 anos. mais uma volta, umas fotografias às montanhas e ao final da tarde um encontro com a rt. une crepe au beurre no salon des fous, uma ida ao supermercado para comprar queijo, vinho e pequenos rabanetes para o aperitivo, dois dedos de conversa ca em casa, a promessa de um jantar em casa dela e despedimo-nos. pouco depois o n. regressou do trabalho, sentamo-nos a tomar o aperitivo, fomos para a cozinha preparar o jantar, ouvimos musica, conversamos, conversamos. conversamos sobre muitas coisas e de como aqui a vida dentro de casa tem uma dimensao que nao tem em lisboa. 

na fotografia, mademoiselle sidonie que é a melhor coisa de que me lembro destes domingos. se a vida fosse como antes, a esta hora eu estaria a beber o 10° café da manha e ela estaria a levantar-se para mudar de posiçao e a pôr as patas em cima dos livros e do computador para ficar mais perto de mim.

8.3.14

reencontro


o comboio embalava-me com a cadência dos quilometros. as montanhas que conheci durante tantos anos continuavam ali, estoicas. mas que esperava eu, que elas tivessem mudado? avançavamos a uma velocidade moderada, o dia estava lindo, é quase primavera, mas ainda é tudo opaco, tirando os lugares onde ha neve, o sol bate e de repente tudo brilha. o cheiro do estrume por vezes da lugar ao cheiro da relva acabada de cortar. quando o comboio vira  e deixa a paisagem à sombra, procuro o rasto dos bambis. um olhar atento porque eles confundem-se com a floresta. eles sao a floresta. o comboio aproxima-se de bourg saint maurice e vao entrando caras conhecidas. caras que faziam parte de todos os meus dias, ha quase um ano atras. um ano que passou a correr. emociono-me com isto tudo. o comboio chega à ultima paragem. é aqui que saio. bourg saint maurice, a estaçao de comboios onde até ha um ano atras eu so vinha buscar amigos, ou comprar revistas ou carregar o telemovel. penso que "regresso a casa" sem ter a minha casa. saio da estaçao, olho para a biblioteca onde trabalhei sete anos, procuro diferenças através das arvores, olho para a janela da "minha" secçao dos livros em linguas estrangeiras. quase que tenho medo de olhar para cima. para a montanha onde vivi 6 anos. les echines.  mas olho, e as lagrimas vêm-me aos olhos por pensar que afinal fui tao feliz ali. e que a ultima vez existia tudo: nos dois, a sidonie, a minha casa, os meus moveis, as estaçoes do ano, os bambis. 
penso que so o futuro sabe dizer-nos que fomos felizes no passado, que na verdade foi no presente. mas nesse presente nao fomos capazes de ver que eramos felizes. 
desta vez subo muito mais alto do que esta montanha e tenho que apanhar o autocarro ainda. porque agora eu ando de autocarro, um pormenor a relembrar-me que ja nao pertenço aqui. o meu carro, de matricula francesa 73, pertence aqui, mas ficou em lisboa. incoerências. limpo as lagrimas sento-me à janela. o autocarro da a volta e parece que conheço todas as caras na rua, mas ninguem me vê. atravessamos as montanhas e eu fecho os olhos, conheço as curvas de cor, comovo-me com as montanhas iluminadas pelo sol do fim do dia, penso nas milhares de fotografias que fiz assim. assim, quando os tempos eram outros. chego a val d'isere, abraço o meu amor, homem das neves salva-vidas e penso que a vida é hoje e aqui e que o futuro me mostrara que este dias foram e serao importantes e bonitos.
sento-me no sofa, que eram os nossos sofas, ligo a tv e vejo todos os programas que via quando estava de folga. aqueço o café no microondas que também era o nosso e que cheira a nos, faço torradas com doce de mirtilos e escrevo no blogue. o que me falta neste momento é a sidonie. e isso é muito. mas agora vou tomar banho, vestir-me e sair com a maquina no bolso. ha coisas bonitas e boas para fazer e ha que elaborar um plano de todas as pessoas a ver em tao poucos dias. isso também é tao bom, ver as mensagens de amizade a fazerem barulho naquele que sempre foi e que afinal parece ainda ser o meu telefone francês.

um bom dia dos alpes a quem passa por aqui!

finalemente nos alpes


depois de uma longa viagem, senhorita jota esta de regresso aos alpes. valeram-lhe os livros, as revistas, as séries e o computador.
foi uma viagem em varias etapas e, desde que entrou no commboio e que as montanhas começaram a desenhar-se na paisagem, foi um turbilhao de emoçoes que nao esperava.

esta um dia lindo hoje. senhorita jota trouxe o sol.

15.12.13

os alpes na televisao, ja daqui a pouco




daqui a quinze minutos senhorita jota vai estar em frente ao canal eurosport. é que o rapaz que conhece as montanhas de cor e que é também o amor de senhorita jota esta ali. sim, ali, a 2000 km de lisboa. mas de repente, vai parecer que tudo fica muito mais perto.

val d'isere é o primeiro sitio onde senhorita jota viveu quando foi para os alpes. se tiverem curiosidade espreitem

3.9.12

amigos nos alpes











e eles vieram mesmo. foi tao bom vê-los chegar à mediateca quando so costumo vê-los em lisboa. era uma sexta-feira em que eu saia mais cedo e subimos até casa. o fim-de-semana prometia frio e fomos pôr a conversa em dia ao calor dos radiadores a funcionarem no dia 31 de agosto. acordamos no dia seguinte para um passeio 100% natureza porque a época alta, por estes lados, ja acabou e com ela fecharam as lojas e acabaram todas as animaçoes possiveis... todas menos uma, o museu da fauna e da flora que so tinha mais dois dias de vida. ja tinha tentado la ir, mas estava fechado e fomos la espreitar antes de ele fechar definitivamente. a visita aos "empalhados", como ficaram baptizados, foi muito divertida. um museu com cheiro a mofo e muito kitsch fez-nos tirar fotos pirosissimas e estar perto dos animais que normalmente vemos de forma fugidia. dai iamos a val d'isere, mas os paineis que anunciam a neve no inverno estavam ligados e diziam que um pouco mais acima ja nevava. subimos no meio de dezenas de curvas até encontrarmos a paisagem branca, saimos do carro e ficamos ali numa batalha de bolas de neve, que surpreendiam o verao. descemos e fomos parando muitas vezes para tirar fotografias, juntos e à paisagem. de val d'isere subimos a tignes e passeamos ali à volta do lago. o frio acentuava-se e pedia um lanche na unica padaria aberta. mais tarde regressavamos a casa para uma deliciosa massa com pesto, a especilidade do n.

no dia seguinte um raio de sol espreitava e enchemos os cestos de pique-nique com petiscos para uma tarde em italia, à beira do lago, numa maravilhosa relva resplancedente. descemos à vila, la thuile, para umas compras de especilidades italianas e o melhor chocolate quente que alguma vez provamos. o verdadeiro chocolate quente. doce fim-de-semana, cheio de imagens bonitas e conversas em dia que, como dizia o n., foram de proust ao sexo e a cidade.


25.2.07

11.2.06

há dias (muitos) em que não há nada para dizer... sobretudo quando os dias (inteiros) são passados aqui...









27.11.05

agora sim...






face de bellevarde.
val d'isère, 16 novembro 2005








face de bellevarde.
val d'isère, 27 novembro 2005

24.11.05

"... tenho saudades de ver as mulheres andarem de bicicleta por aí, o cestinho para as compas à frente, quando puder vou comprar uma daquelas bicicletas a sério"

bem sei que não é paris ou "la provence", mas lembrei-me de ti. não há nenhuma mulher em cima na bicicleta, mas podemos imaginar a uma thurman sair do cartaz e saltar para cima dela, a qualquer momento.
une baguette, s'il vous plaît!

18.11.05

último post sobre este assunto... até estar tudo branco

o homem não desiste!