cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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18.10.14

o cansaço



abateu-se sobre mim. nas ultimas semanas deito-me muito cedo e sinto um prazer enorme quando deslizo para debaixo dos lençois, me tapo com o edredao e, ja em posiçao lateral, abraço a minha almofada. entao fecho os olhos e ouço a chuva e o vento contra a porta-janela do meu quarto. suspiro e adormeço serenamente.

nao estou preparada para os dias de verao que anunciam na proxima semana.
gosto de outubro. voltei à cozinha. voltei a ter vontade de ler. voltei a ter vontade de registar ideias. mas continuo a sentir muito a falta de tempo.

19.2.11

coisas pequenas que tornam os dias grandes

estou num pais de sindicalistas e de rabugentos e ainda tenho dificuldade em viver todos os dias com consciencia disso. mesmo no trabalho, cada pessoa com a função e obrigação que o seu posto na empresa requer, é sempre preciso calçar as luvas para pedir o que quer que seja, mesmo em relação ao trabalho. ha pouco tempo encontrei uma pessoa que não é assim. fui com pézinhos de lã na mesma, mas depressa vi que era tudo tão mais facil e natural. trabalhar com pessoas destas é um prazer e, como é raro, apeteceu-me assinalar o facto. 5ª feira, comprei um saquinho de macarons e, como tinha que ir para os lados do escritorio dela, bati à porta , demos dois dedos de conversa, estendi-lhe o saco em craft, verde alface e agradeci-lhe imenso a simpatia e a disponibilidade. ela desfez-se em agradecimentos dizendo que estava apenas a fazer o trabalho dela e que não era necessario. pensei: eu sei que é o teu trabalho, mas se tu soubesses como é raro encontrar pessoas assim, aqui... é um prazer trabalhar com pessoas como tu, torna os dias tão mais faceis e ligeiros. e porque cada vez mais acho que é importante dizer-se as coisas boas às pessoas, disse-lho ali, que gostava muito dela, que era um prazer trabalhar com ela, que cada vez que se tinha que tratar de qualquer coisa ela era incansavel e que era a mim que me dava gosto oferecer-lhe aqueles macarons, que no fundo não são um presente nada de especial. dentro daquele saco verde alface estava sobretudo um gesto de agradecimento que me aqueceu o coração. e depois de ter dito isto tudo, ela respondeu-me que o sentimento era reciproco e que o meu gesto lhe dava vontade de chorar. senti-me a corar, os meus olhos também se encheram de lagrimas e despedi-me em dois segundos... afinal ha coisas tão pequenas que podem tornar os dias tão grandes...

23.11.10

... noites de meias farfalhudas e de sic mulher...

eu sei que se aprendi a falar francês foi por causa da escola, e de uma escola com outra escola e pela gosto pelo cinema francês e pela lingua francesa... mas isso foram as bases... quando cheguei aqui as coisas não eram assim tão simples e o que me ajudou a melhorar foram a televisão e os livros. ler autores cuja escrita conhecia bem, li-os em francês... tudo isso me ajudou a progredir muito, ao ponto de algumas pessoas não perceberem que não sou francesa...
... hoje tenho a televisão portuguesa, e quero que esse dia fique aqui registado, devo ter sido a ultima portuguesa da vila a ter televisão na sua lingua... e é tão bom... lembro-me sempre de uma exposição que vi em serralves ha muitos anos em que passeavamos por muitas tiras de plasticos transparentes de forma a transmitir-nos a sensação de estarmos na barriga das nossas mães. ouvir a minha lingua, a lingua dos afectos em voz alta em casa transporta-me a esse dia... mas também é bom saltar de canal em canal e perceber tudo o que se diz no pequeno ecrã, de um lado ou do outro... e hoje, como estou sozinha em casa, vou fazer o que fazia nos invernos dos meus dias de solteira. de meias farfalhudas, acendo um pau de incenso, deito-me no sofa por baixo de dois cobertores e ligo-me à sic mulher... até adormecer...

10.5.08

… mais um sábado cheio de sol no mercado. quatro geraniums (ou “sardinheiras” como diz m.) para decorarem a varanda todo o verão, duas imperiais e nós… há sábados em que isto chega tão bem… e sobra…

27.4.08


é uma casa libanesa com certeza...












os dias de sol chegaram finalmente, não sei se para durar, mas em todo caso estão por cá agora. as estâncias fecham em breve, as pessoas vão-se embora e por toda a parte há festas... nós fizemos uma festa sozinhos no restaurante da s. que é delicioso e lindo... se não fossem as luzes claras e as decorações modernas podíamos pensar que estavamos no período medieval...

com os dias de sol, na sexta-feira, havia 3 alunos para 2 professores e decidimos ir para os copos: uma francesa, um inglês, um polaco e uma portuguesa (eu)... a beber copos no "café de la paix" (café da paz)... gostei do programa e da mistura e mesmo sem aulas oficiais trocamos ideias sobre as diferenças de cada país... os rapazes renderam-se ao sono e eu e a e. ainda fomos conversar mais um bocadinho e despedimo-nos com a "promessa" de um churrasco cá em casa...

ontem a r. passou na mediateca e como já ão nos víamos ha imenso tempo e ela volta para o brasil no final do mês resolvemos beber um café para por a conversa em dia... mas o sol levou a conversa para os caracois, e para compensar fomos comer uma "pizza aux escargots", uma salada de gambas e um jarro de vinho..sur la terrace... le bonheur!

afinal ainda há dias assim...