cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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18.7.16

os reis das montanhas


M6. l'amour est dans le pré. as montanhas. as sardinheiras. os chalets. o mobiliario de madeira. as compotas e os produtos regionais. as vacas a pasterem. 
… e os kings of convenience
isso. os kings of convenience a ecoarem nesta emissao, pelas montanhas de frança.
eles que tantas vezes ecoaram nas minhas montanhas e foram banda sonora da minha vida nos alpes durante tanto tempo.
as vezes o nosso corpo é capaz de reacçoes fisicas que desconhecemos

8.4.16

um lugar com vista


ha dois anos e nove meses que trabalho para os lados da expo. nao gosto de trabalhar ali. nao consigo criar laços com aquela parte de lisboa, nao sei porquê. os lugares nao têm poesia e as pessoas parecem-me todas iguais. ha, no entanto, uma fracçao de segundos que me faz pensar que afinal vale a pena e isso sucede por voltda das 7 da manha, quando o comboio esta quase a chegar ao braço de prata. 
por mais vezes que eu assista a este espectaculo vai sempre faltar-me a respiraçao. a luz de lisboa, o romance do sol com o tejo… o esplendor da natureza que abraça a paisagem urbana.

nos phones, por uma coincidência perfecta, "in love with a view"

28.2.15

tulipas brancas


da mesma forma que me apaixonei por veados quando fui viver para os alpes, também me apaixonei por tulipas brancas (e amarelas, em segundo lugar). muitos sabados, depois de terminar o trabalho, passava pela florista para comprar um molho. por vezes, comprava outras flores também, cravos brancos grandes, mimosas, muguets (quando era a época deles) e tulipas de todas as cores. gostava da surpresa de ver a cor de dentro. quando cheguei a lisboa pensei que ia ser muito facil encontrar tulipas, mas enganei-me. as que vejo à venda sao, em regra geral, feiras, muito caras e vendem-se individualmente. no outro dia, numa florista no colombo pediram-me 4€ por uma tulipa branca. uma, sim. j'ai halluciné!
mas ontem, quando ia comprar acessórios para biberoes dei com este molho dentro do balde, no pingo doce. agarrei-me logo a ele e quase me esqueci do que ali ia fazer. diz que a paixao tem dessas coisas. sorriso. este fim de semana sou feliz por ter um jarro com um molho de tulipas brancas em cima da mesa. sou também muito feliz com o sorriso da minha filha. sou uma rapariga simples.

e esta semana ouvi esta musica em loop e gostei de ler esta entrevista ao pl e lembrar-me de como tudo começou. dos primordios da ilustração, das "bandas de garagem" e de uma data de coisas. fui lendo as linhas e lembrando-me das entrelinhas.

8.2.15

simple minds


ontem fomos ao concerto dos simple minds. o rapaz ca de casa gosta imenso deles e ofereci-lhe nos anos dois bilhetes para os vermos. deixamos a pequena com a avo e fomos à nossa vida de "antigamente", antes de sermos pais. queriamos jantar fora, mas era muito cedo e a ideia de comer uma bifana e uma imperial entusiasmou-nos. somos pessoas simples. na rua das portas de santo antao estava tudo cheio e era tudo demasiado turistico. ele lembrou-se do beira-gare. eu ja me tinha lembrado do beira-gare no inicio do ano e até ja tinha desafiado o r. andava com ganas de uma bifana cheia de molho. a verdade é que aquele sitio tornou-se moda, estava a rebentar pelas costuras, mesas cheias, balcao cheio de pessoas ensardinhadas, os paineis que mostram os menus sao mais modernos. lembro-me do beira-gare cheio de lugares vazios, aquela molhenga das bifanas nao era bem vista a nao ser para quem gosta de tabernas à portuguesa. eu ja tinha saudades, soube-me bem comer aquela bifana com mostarda, ao balcao, de ombros encolhidos, soube-me bem a chamuça e a cerveja sem alcool. com o estomago aconchegado fomos em direcçao ao coliseu. a cereja no topo do bolo teria sido parar na ginja, mas ainda nao posso. quando entramos no coliseu ja nao havia lugares nas bancadas e a plateia estava ainda vazia. logo ai deu para perceber a diferença de idades do publico. pessoal mais velho vê concertos sentado. nos deviamos ser dos mais novos por ali, mas também preferiamos sentar-nos. nao tivemos lugar e ficamos de pé. o coliseu encheu e esgotou. os simple minds começaram a tournée por lisboa, sao simpaticos, conversadores, tocaram as musicas que as pessoas queriam ouvir, "as que lhes pagam as contas" também e o publico delirou, cantou. é engraçado ver como dançam as pessoas que fazem parte dos fas mais antigos dos simple minds. um balançar mais perro, os gestos menos graciosos, mas movimentos pelvicos notaveis. os simple minds fizeram um intervalo no concerto e o publico estranhou, mas tocaram 2H30 e os "velhos" de que eu, armada aos cucos, falei mais acima saltaram o tempo todo, estavam alive and kicking. os "novos", como nos, ja nao podiam das costas e dos pés e sairam da "arena" queixosos. chegaram ao metro e quase que adormeceram. 

mas a noite foi simpatica.

20.9.14

quase outono e...



… e as saudades destas montanhas regressam com mais força, em dias cinzentos. sobretudo as saudades das estações. a vida dentro de casa. olhar la para fora através da janela. conheço esta montanha de cor. mesmo que eu nao quisesse ela entrava-me pela casa dentro. era como um quadro que ocupava uma parede inteira. abrir a porta, olhar para o fundo do corredor e ver este espectaculo. todos os dias. durante 6 anos.

e esta música...

i pictured you mad 
and i pictured you cold 
pictured you mean 
and I pictured you bold 
but I can't hide 
i'm hurting babe 
but I can't cry 
lay your love on me 
lay your love on me 
lay your love on me 
lay your love on me

30.8.14

ele disse que voltava





e os bilhetes foram postos à venda hoje.

ha dois anos atras eu estava felicíssima com o com o cancelamento do concerto no proprio dia porque aquele seria supostamente o ultimo concerto de morrissey em portugal e isso faria com que eu tivesse ainda uma eventual oportunidade de vê-lo porque ele prometia voltar. e a noticia chegou em pleno mês de agosto, mais um concerto no coliseu, no outono, uma segunda-feira em que eu estou de férias. nao tenho seguido os ultimos albuns, ouço os singles na radio e nao me apetece comprar os discos, mas espero que ele nos recompense com musicas dos primeiros discos e, quem sabe, com outras dos smtihs. morrissey é caprichoso, esta a ficar velho e rabugento. ainda assim, nao podia deixar de ir ao concerto, mesmo de barrigao. a questoa agora é: sera que desta ele aparece?

1.6.14

dimanche matin


que luz bonita la fora. a casa esta silenciosa, mas ouve-se o burburinho dos domingos na rua. é o burburinho de quem abre o porta bagagens para pôr o saco de praia, o burburinho do primeiro café da manha, dois vizinhos que se cumprimentam. tenho a janela da sala aberta e sinto uma aragem agradavel. em cima da mesa estao duas revistas que acompanham o meu cha e a as tostas de mirtilos selvagens, confiture bonne maman. os mirtilos sao também uma sugestao da ana morais, do blogue tapas na lingua, que vem  na revista activa deste mês.

a banda sonora é esta, parallel lines, dos kings of convenience, em directo da radar. que saudades…

qual a tua musica para este domingo?

27.4.14

19.4.14

peter hook, new order e joy division


depois do monsanto dormi toda a tarde e acordei em cima da hora para um jantar com estas duas miudas (esta e esta), numa casa linda, com uma vista ainda mais bonita, guardada por um tal de afonso meireles. um gin, conversa boa, entradas deliciosas. mais conversa na cozinha enquanto o jantar se preparava no forno e que veio depois para a mesa a acompanhar com um vinho branco e de mais conversa sobre países. gelados, cafés e um vinho do porto com alguns anos generosos e com uma cor magnifica. mas tinhamos que sair, o peter hook esperava por nos. uma fotografia com afonso meireles para registar o momento e pusemo-nos a caminho de um armazem que nao sabiamos onde ficava. mas demos com ele e demos com os new order e com os joy division. nunca tinha pensado ouvir aquelas musicas ao vivo e aquelas três horas de concerto foram muito boas… e nem se esqueceram do disorder

sábados preenchidos com pessoas bonitas. gosto tanto.

ps um pedido de desculpas pelas fotografias desfocadas.