cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





Mostrar mensagens com a etiqueta tempo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tempo. Mostrar todas as mensagens

10.3.16

mudança


é a palavra dos ultimos tempos. para mim e para muitas pessoas à minha volta. mudanças boas, mudanças por razoes menos boas, mudanças por razoes mas. no meio de tanta coisa tento acreditar na sabedoria popular: ha males que vêm por bem. e ha mesmo.
deixei de ter tempo para as coisas simples e para as coisas mais demoradas nem se fala. e eu tenho imensa ajuda. penso tantas vezes na coragem das maes solteiras. penso no altruismo da maternidade e da paternidade. penso no tempo que sempre foi uma das palavras que fez parte dos meus dias, das minhas preocupaçoes. e se é uma palavra cada vez mais presente, os minuos sao cada vez mais ausentes. quase ja nao passo por aqui. vivo em piloto auomatico. mas sou um robot com coraçao. vermelho e cheio, porque tenho um amor maior.
… mas que tenho saudades de algum um momento como o desta fotografia, de silencio, de contemplaçao do vazio, de observaçao das arvores, de ler um livro sem preocupaçoes, de escrever uma carta, de apreciar a luz e de pensar so no presente, sim, tenho.

24.2.15

tempo. tempo. tempo. tempo.


uma das coisas que sempre ouvi dizer de mulheres que acabam de ser maes é que lhes falta o tempo. de facto, o tempo passa a ser uma dimensao em torno da qual as coisas giram de forma diferente. eu, até agora, tenho sorte com o tempo interior da minha filha… com o tempo dos outros e com tudo isto que tem influencia no meu proprio tempo. certo, ela precisa de muita atençao e passo muitas horas com ela a conversar, a brincar, a passear, a tratar dela e, nos momentos em que me restam horas para mim ou que por algum motivo preciso dessas horas dou-lhes imenso valor. mas nem sempre consigo saborea-las a 100% porque agora trago a minha filha sempre no pensamento. mas a verdade é que passeamos imenso, por sao domingos de benfica em curtas distâncias e pela cidade toda para grandes passeios. e estou a adorar isto, estou a adorar poder ter tempo para andar, para apreciar as coisas, para pensar, para escolher, todas as manhas, o café do bairro onde vai apetecer-me sentar. nao sei se gostaria desta vida a longo prazo, mas estou a gostar muito dela agora e quando me lembro de dizer que se um dia tivesse um filho ia fartar-me logo de estar em casa e ia apetecer-me voltar logo a trabalhar nao sabia do que estava a falar. hoje fomos beber café ao mesmo lugar onde fomos no sabado, um café que sempre deve ter estado ali e que so agora tive tempo de experimentar. sentamo-nos conversamos com pessoas que conhecemos ha pouco tempo e depois fomos andando pelo sol. tivemos tempo de ir ao supermercado. tivemos tempo de comprar uma jarra de flores. tivemos tempo de comprar as flores para a jarra. tivemos tempo de ir andando pelas ruas fora olhando para os pormenores do bairro e cumprimentando a vizinhança. gosto disso. os dias sao preenchidos, ha muito que apontar e, enquanto mademoiselle m. dorme uma sesta pequena, eu bebo um cha numa tigela "solta" da cerâmicas da linha enquanto penso como farei quando voltar ao trabalho se sem trabalho o tempo da minha agenda vai-se preenchendo à velocidade da luz.

9.2.14

o tempo



voltei a encontrar um calendario para pôr na parede da cozinha. este é com ilustraçoes do andré da loba. o calendario lembra-me que o tempo é pouco. assim que o pendurei  as pontas das folhas começaram a encaracolar para dentro, como se tivessem vida propria e quisessem encolher. esta metafora fez-me pensar que o tempo é abstracto e que nele ha uma espécie de urgencia. tudo se encaixa no tempo e eu sinto que precisava dele para nao fazer nada e depois para fazer tudo, assim ele deixava de impor limites… e se calhar deixava de existir e eu deixava de me sentir menos pressionada. e depois era a republica das bananas e… eu ja ia comer estrelitas… e este post ja chegava ao fim... 

fim.

17.1.09

tic tac tic tac tic tac


… falta de tempo…

desde junho do ano passado que não uso relogio, desde então parece que nunca tenho tempo. os dias são em cheio… gosto disso… ter sempre coisas para fazer, encontros, troca de ideias, conhecer novas pessoas. o n. diz-me (sem segundas intenções) “e a casa?” que é como quem diz também « e tu ? ». eu digo que não vou voltar a dizer que sim a tudo. de manhã tiro uma t-shirt do monte de roupa que esta para passar a ferro, bebo o café de pé a olhar para o pinheiro de natal que continua no mesmo lugar, com as fitas e as bolas a cair porque os ramos tornaram-se castanhos… e ja nem a minha memoria fotografica me vale quando procuro qualquer coisa em cima da secretaria. este ano não comprei agenda. e o inicio do ano, e os dias, pedem uma agenda nova.

parece que a falta de tempo faz preencher cadernos e acaba-los coisa que raramente me acontece… este moleskine comprado em 2005 quase que começou e acabou em 2008…

amanha ponho o relogio no pulso para ver se o tempo volta… mesmo que não goste de ver o relogio numa mão que usa anel…

22.10.07


… my day…

é o primeiro dia da semana e o meu último dia de folga… estou sozinha em casa. acordo e tomo um pequeno almoço: torradas com doce e café acabado de fazer. vejo tudo o que dá de manhã na televisão: o "beverly hills", "motus", "les z'amours", enquanto ponho uma máquina a lavar a 40º. tomo banho. visto-me. desço ao patamar para ver se há correio. promoções da la redoute. faço um prato de tomate cereja com mozzarella enquanto espero pelo programa “toute une histoire”. acendo o computador entro no gmail e no messenger e vou conversando como se estivesse sentada num café. espreito o site da la redoute para ver como posso aproveitar as minhas promoções e enquanto o faço vou-me perguntando porque é que ainda insisto em fazer compras por catálogo. aproveito o calor do sol que entra pela janela e penso que a seguir vou fazer o que ando a prometer há umas semanas, pôr a correspondência tradicional em dia e que depois vou ler o livro que comecei ontem à noite de que estou a gostar. ouço os discos que trouxe da mediateca. ao fim do dia faço uma sopa de curgetes enquanto ouço a radar. janto e aconchego-me no sofá à espera das séries policiais da noite… adormeço, acordo às 4h da manhã. vou para a cama. e terça-feira começa a minha semana, os dias voltam ao normal e deixam de ser meus…

8.8.07

isto de estarmos sempre a projectar-nos no futuro tem os seus inconvenientes em termos de disfrute das coisas…
desde que entramos em agosto, o mês das férias por excelência (apesar de eu não partilhar totalmente desta opinião), não paramos de falar de setembro. “temos que começar a pensar nas animações das classes”, “tenho que ir ao supermercado comprar todo o material escolar que consta na lista da rentrée” são frases que dizemos ou ouvimos com frequência; já andamos a pensar na lista dos livros do festival do primeiro romance que dá origem ao nosso comité de leitura que começa em setembro e andamos a pensar nos preparativos; o comité de leitura de val que costuma começar lá para meados de setembro começa já na próxima segunda-feira com os livros da rentrée…

o sentimento que tenho em relação a isto é o mesmo que tenho quando os dias que começam a ficar mais curtos a partir de 21 de junho… mal começa o verão já estamos em contagem decrescente… estamos sempre em contagem…

mas eu gosto de setembro... e de tudo o que esse mês nos traz… acho que é a contagem que me angustia

27.8.06

... dois dias de trabalho e dois dias de fim-de-semana não têm o mesmo tempo...