cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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9.11.14

há manhãs

em que a temperatura do corpo, debaixo do edredão, é perfeita. o pé esquerdo de fora, o joelho direito que espreita, o lençol todo enrodilhado e o edredão torto. os meu pé direito toca na perna dele e estamos em concha. a mão quente enrola-me a barriga. os estores estão fechados até meio e ouço a chuva a cair no chão da varanda. nao me apetece mexer. o meu corpo esta no paraiso. saboreio este momento. depois abro os olhos devagarinho. olho para o relogio e deixo-me ficar mais uns minutos imaginando a lista de compras para as guloseimas que vou fazer para o lanche de amigos esta tarde.

doce manha. doce domingo.

14.3.13

beautiful morning


o sol regressou nas ultimas semanas e fez desaparecer quase toda a neve. a paisagem começa a ficar esverdeada, as temperaturas amenas deixam-me sair de casa de ténis e deixam-me pôr o casaco de inverno de lado, por uns momentos. hoje, quando acordei estava tudo branco outra vez. ja nao me lembrava da neve, nem dos giboulées de mars. março é o mês da primavera e apesar do frio e dos flocos de neve, que voavam no ar, o sol insistia  em perfurar as nuvens e deixou uma luz tao bonita...

28.11.11

manhãs bonitas * belles matinées



amo estes fins de manhã doces, silenciosos... uma chavena de café, um caderno de apontamentos, um lapis e muitos sonhos para registar... e depois no sabado havia molhos de flores bonitas no supermercado... descobri que sou apaixonada por cravos brancos...

j'aime ces fins de matinées douces, silencieuses... une tasse de café, un cahier, un crayon et plein de rêves à noter... et puis samedi il y avait des bouquets de fleurs au supermarché, j'ai découvert les oeillets blancs et j'en suis tombée amoureuse...

24.10.09

viver por cima das nuvens...

amanhecer com um mar de nuvens de outono...

ha precisamente um ano atras (coincidência execpcional) o mar de nuvens era este

20.2.09

histoire de pieds (11)

eles andam por aqui...


foi na terça-feira, quando ía sair de casa para trabalhar que pensei em levar a máquina fotográfica, mas como estava atrasada e não ia ter tempo para tirar fotografias deixei-a ficar… grande erro… ao voltar a casa ao final do dia, ainda havia luz… pouca mas havia… entre duas curvas vi vários flashes, mas nao percebi imediatamente do que se tratava. curva a 180° e vejo um carro parado e um homem à porta do carro a fotografar. tive que parar também para perceber o que se passava e lá estava o que eu ando a tentar captar há anos… magestoso, silencioso, tranquilo a comer o pouco que a primavera nos tinha trazido… e em três saltos desapareceu, floresta adentro…

… e lembrei-me daquela noite em que estavamos todos a jantar e que o a. foi à varanda fumar um cigarro… demorou-se e abriu a porta silenciosamente e disse-nos « venham ver» e quando saimos estavam quatro veados
aqui a comer descansadamente. apesar dos meus esforços para fotografar aquele momento raro o flash da máquina e a luz do candeeiro não deixaram captar. depois passou um carro. eles pararam de comer e não se mexeram. quando o barulho passou, continuaram… e eu, como não aguentava mais não poder registar uma das coisas mais bonitas deste lugar, vesti o casaco, pus as botas e desci pé ante pé… e ao quinto pé… eles desapareceram…

a partir de hoje a máquina estará sempre dentro da mala...

morning life...

sinais da primavera...

16.11.08

... o verdadeiro mar de nuvéns... em baixo, o vale acorda cinzento e não sabe ainda que vai estar um belissimo dia...

30.10.06

... e também gosto destes dias em que sou matinal... destes dias frios, em que o sol bate na cara e aquece... deste silêncio das montanhas e das cores do verão indiano... e de fazer kilometros de carro e ter a sensação que sou a única que vive aqui...