cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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30.5.13

nao se trata de se ser vaidosa



trata-se de se sentir uma imensa alegria por se saber que se contribuiu para que uma coisa importante tenha podido acontecer nestes dois ultimos anos. e isso parece que se torna ainda mais concreto com um agradecimento, materializado num livrinho.

participo no festival du premier roman de chambéry ha 6 anos para a lingua francesa e ha 2 anos para a lingua portuguesa. este ano o escritor seleccionado por todos os grupos de leitura foi o joao ricardo pedro com o primeiro romance "o teu rosto sera o ultimo". no fim-de-semana que passou esteve em chambéry e no proximo domingo, o grupo de leitores oeiras a ler convidam-nos a conversar sobre o livro do escritor, na feira do livro, às 17h no pavilhao da APEL. entretanto se quiserem apareçam para falar do livro ou ouvir falar dele e, se assim for, receberao um atestado de presença que vos dara 40% de desconto nos livros das varias editoras da leya e da antigona, nao sujeitos à lei do preço fixo. a planeta também reserva uma surpresa. para saberem tudo  espreitem aqui. 
nao sao optimas razoes para dar la um salto?


18.2.13

leituras: tras-os-montes



"teodoro reparou num jazigo com uma porta de metal por onde se podia espreitar e viu por dentro como eram aquelas capelas onde familias inteiras se juntavam aos poucos até nao ficar mais ninguém que fechasse a porta."

in tras-os-montes * tiago patricio * gradiva

17.2.13

leituras: o diabo é um homem bom



"inconscientemente, a minha prioridade, quando cheguei aos alpes com jean, era apenas essa. na encosta da grande cordilheira alpina, queria reduzir-me a um estado larval, construir um pequeno reino so para mim e para ele, constituir o meu dominio e, neste territorio vegetal, tornar-me anonima como uma formiga, uma cigarra, uma louva-a-deus"

in o diabo é um homem bom * ana miranda * chiado editora

é mais uma das leituras para o festival du premier roman de chambéry e estamos na recta final. de todos os grupos de leitura, o de oeiras, o de paris, o de turim e o de bourg saint maurice no dia 26 de fevereiro serao nomeados os três autores mais apreciados. no que me respeita, este nao é um deles, em todo o caso, nao fara parte da minha lista. do ponto de vista do conteudo é um livro que aborda a questao do bem e do mal de maneira  desinteressante, a forma nao traz nada de novo e tem tantos erros ortograficos que leva a querer que nao houve revisao do texto.

14.1.13

leituras: o intrinseco de manolo



"e, assim, ia a tarde ainda a meio, la adentraram na esconsa e esquecida pensao estrela, onde nao havia cuequinha que pudesse ultrapassar incolume a tormenta e rebaldaria que se seguiu, e se tina imaginava ao que ia, nao suspeitava nem nos seus melhores sonhos do que o mecetao acabado de encontrar era capaz, e a verdade é que foi um ver-se-te-avias cama acima cama abaixo e chao às voltas, o acanhado quarto ganhou cor e ilusao de conto de fadas, de fodas também, e tina gemia a cada investida séria e emprenhada de zé colmeia homem honrado que nao regateava esforços para mostrar que, por mais que a vestisse e tirasse tina, por mais que a enrolasse e esticasse num convite à estocada, a cuequinha chegaria ao fim do combate, se nao incolume em seus cheiros e textura, pelo menos com os elasticos sem o nocaute total"

in o intrinseco de manolo * joao rebocho pais * teorema

10.12.12

leituras: como carne em pedra quente



" - abra as pernas, dona luisa, que ai vem gente! força!
   tua mae contorcia-se, benzia-se.
   - faça força!
   faltava-lhe saber que uma mulher pode tudo. até parir."

in como carne em pedra quente * ana sofia fonseca * clube do autor

26.11.12

o carteiro bate sempre duas vezes



acordei cedo e passei a manha a ler um livro para o festival du premier roman. esta semana, temos grupo de leitura em francês e queria que esta leitura ficasse arrumada. e ficou. mais uns telefonemas, uns apontamentos e era quase hora de "julie & julia". quero despachar-me para ter a tarde livre. ponho a agua da banheira a correr, mergulho dois dedos dos pés para provar a temperatura e assim que ponho a primeira perna na banheira... toc toc toc... rrrrrrrrr... detesto que me venham chatear quando estou à beira do mergulho. visto uma coisa rapida a correr e quando abro a porta: ninguém. volto à casa de banho, retomo o ritual e... toc toc toc... descalça e de mao à cintura (e ja re-vestida, claro) abro a porta e la estava o carteiro. nao era o senhor do costume. perguntou-me se era a senhorita j. e quando respondi afirmativamente disse-me que tinha duas encomendas registadas para mim. e aqui estao elas... ou eles, mais dois livros da selecçao do festival em português. que bom. depois de ter gostado muito do livro "o teu rosto sera o ultimo" comecei "como carne em pedra quente" e fiquei parada poucas paginas depois do inicio, sem vontade de avançar. estes dois novos titulos deixaram-me entusiasmada. mais leitura para a semana.

16.11.12

leituras: o teu rosto sera o ultimo



« dona laura, para quem as corridas de bicicletas, a par dos homens com brincos, das televisões a cores, dos implantes mamarios, das lentres progressivas, dos astronautas e do ramalho eanes, eram augurios, apocalipses, depois de uma manhã inteira ao espremedor e ao fogão, trancara-se no quarto a rezar para que aquilo acabasse depressa, e nem a presença do padre alberto a demoveu da clausura.

o teu rosto sera o ultimo * joão ricardo pedro * leya

foi o primeiro livro que li do festival du premier roman em português e embora também tenha sido o unico desconfio que vai fazer parte dos meus preferidos e da minha selecção. grande sorriso.

13.11.12

lingua portuguesa na caixa do correio



o que mais gosto depois chegarmos a casa e de pousarmos as malas é ir à caixa do correio que esta sempre cheia. entre tudo o que la estava dentro havia dois envelopes com cinco dos nove livros do festival du premier roman para o nosso grupo de leitura. ontem à noite deitei-me no sofa com a pilha ao lado para passar os olhos no nosso futuro proximo literario. abri os livros todos e pousei-os. depois, por ser o que estava mais à mao de semear, voltei a pegar no livro do joao ricardo pedro, "o teu rosto sera o ultimo" que sem me perguntar se eu queria e se tinha tempo me levou para a gardunha num abrir e fechar de olhos. com pena fechei-os às duas da manha porque no dia seguinte (hoje) havia que acordar cedo para o primeiro dia de trabalho depois das férias, mas estou ansiosa por voltar a ele.

o dia hoje passou a correr, passei a manha a ler mails e a inteirar-me de tudo o que se passou nestas três utimas semanas. a tarde foi diversificada, dedicada à chegada das encomendas de livros em linguas estrangeiras, ver os livros que trocamos com as bibliotecas municipais de oeiras que vou integrar no nosso fundo (acho esta nossa troca maravilhosa), a ler o raconte tapis para ver se posso utiliza-lo na proxima quinta-feira com as duas turmas que vou receber, a pôr a revue de presse em dia e a fazer uma lista de tudo o que esta pendente. acabei o dia a pôr dois primeiros romances franceses dentro da mala, porque temos encontro com os leitores franceses no final do mês. gosto de dias preenchidos e os regressos sao sempre assim... mas este cheirinho a lingua portuguesa viva, a circular nas ruas da vila, poe-me o coraçao aos pulos!

8.5.12

maio e mais um dia branco



foi um fim-de-semana prolongado a continuar a experiência de leitura em voz alta. nunca pensei que fosse um trabalho que demorasse tanto tempo e, sendo eu completamente nova nestas coisas, tanto na leitura em voz alta como na utilizaçao desta nova tecnologia, nao fiquei satisfeita com o resultado. se tivesse mais tempo voltava a fazer tudo outra vez, porque à medida que avançava descobria novas formas de funcionar que tinham um resultado muito melhor. mas é muito interessante ouvirmo-nos do lado de fora e isso permitiu-me parar para pensar numa série de coisas: na rapidez com que leio (e com que falo, como sempre me disseram os meus pais), pensar sobre a dicçao, escutar atentivamente a lingua portuguesa como se me fosse estrangeira. depois de terminar a leitura fechei-me no quarto, abri a janela, la fora chovia, cheirava a terra molhada. tudo é branco, o cortinado, o céu, as flores na arvore. maio e mais um dia branco. de barriga para cima, ao lado da maça penso nas vozes, nas letras, na escrita, na literatura; em como a leitura interior é tao intima, tao silenciosa, tao espontanea... e como a leitura em voz alta não é nenhuma destas três coisas, mas é tao importante...