cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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16.7.12

lausanne



cinco horas mais tarde chegamos a lausanne para abraçar a pat. e o n. que nos reservaram um delicioso almoço regado de um rose portugues e muitos dedos de conversa. saimos para ir espreitar a cidade, passeamos e esplanamos com musica ao vivo. falamos português, mas sobretudo conversamos muito. volto a sentir esta sensaçao que tenho quando passamos dias inteiros a conversar com amigos, que é tao bom trocar ideias e, agora, vivências de quem mora num novo pais e as diferenças com a vida de antes, os novos habitos, a procurar do prazer em fazer coisas novas e conhecer pessoas a partir dos 30 etc. etc. dois dias inteiros a conversar e a pensar em como nos faz tanta falta estar assim proximos das nossas pessoas. foi chegar no sabado e voltar no domingo, mas o facto de sairmos do nosso ritmo de vida e do nosso espaço geografico fez-nos parecer que fomos de férias. na verdade os dois dias passaram a correr. deixamos lausanne com a promessa de um fim-de-semana prolongado em paris, a quatro, e outros quantos fins-de-semana aqui e la.

♡♥

a caminho de lausanne




este fim de semana prolongado rumamos a lausanne ver os nossos amigos do coraçao. saimos de casa cedo porque deviamos chegar para almoçar ao meio dia. desta vez, decidimos passar pela estrada nacional que é muito mais demorada mas vale mesmo mesmo a pena. passamos pelo centro de geneve até ficarmos ficarmos junto ao lago e assim seguirmos até à cidade deles. maravilhosa paisagem junto à agua. é julho e nao esta calor, mas ha sol e o meu coraçao aquece ao ver desfilar os campos de trigo, rodeados de montanhas e agua. aqui ha casas magnificas, algumas escondidas por detras de sebes muito altas. adivinhamos uma vista maravilhosa para o lago. esta estrada longa esta dividida em dois nomes, do lado de lausanne chama-se route de genève e do lado de genève chama-se rue de lausanne. demoramos duas horas a mais do que teriamos demorado se tivessemos ido pela autoestrada, mas a vista merece a demora. ao regresso chovia, como sempre que regressamos de casa deles, mas o sol insistia em furar as nuvens. uma magnifica e misteriosa luz de fim de tarde sobre a estrada, dois arco iris coloriam o céu e nos, deslumbrados com o que viam os nossos olhos, conversávamos sobre a eventualidade de vivermos uns meses na suiça.

20.7.11

histoire de pieds (32)

















eu ja tinha visto, no caderno branco, que existem pessoas que vão deixando pares de sapatos pelas ruas de um bairro de lisboa aqui * aqui * aqui... em lausanne também ha sapatos nas ruas... em suspensão nos fios que passam por cima da cidade...

lausanne
















fim-de-semana prolongado... rumamos a lausanne, na suiça, o pais dos chocolates, dos relogios, das notas que parecem de brincar. abraçamos os nossos amigos, petiscamos à portuguesa e no dia seguinte fomos conhecer a vida la fora. lausanne é uma cidade de arcadas, de pontes que passam por cima de prédios, de esplanadas em qualquer lugar. onde ha um metro quadrado livre, ha uma esplanada, nem que isso implique almoçar encostado ao expositor de sapatos da loja do lado. ha mercados coloridos pelas ruas apertadinhas, vamos subindo, virando à esquerda e à direita, entramos aqui e ali, queremos ver tudo para conhecermos mas também para podermos imaginar a pat e o n. pelas ruas quando nos contam por onde andaram. lausanne é a cidade dos sapatos pendurados nos fios que passam por cima das ruas, mas também a cidade da louis vuitton ou da ladurée... macarons... doce dos céus a ultrapassar qualquer sensação nas nossas papilas gustativas... pomme verte, caramel, cassis myrtille, noix de coco, framboise, fleur d'oranger...

a tarde ja vai longa e decidimos almoçar. o ditado diz "em roma sê romano" e por isso fomos ao supermercado comprar saladas e sumos e sentamo-nos num banco de jardim. dali vamos à catedral de vitrais majestosos, descemos, subimos, bebemos um café, com sotaque português, numa esplanada de mesas e cadeiras coloridas e desemparelhadas e, mais à frente, voltamos a sentar-nos noutra esplanada a beber uma cerveja. decidimos que, nessa noite, jantamos em casa, conversamos na cozinha de volta de uma deliciosa pizza de ingredientes reforçados, porque o dia foi maravilhosamente comprido. acordamos na manhã seguinte, num domingo de chuva ininterrupta. apetecia ficar ali, no parapeito daquela janela a inspirar o cheiro da terra molhada... e três horas depois, estavamos novamente em nossa casa.

4.4.11

fim-de-semana em lausanne

fim-de-semana numa cidade nova, num pais de vizinho que vai tornar-se um pais do nosso coração e não é por causa do chocolate. a pat veio durante 10 dias e fomos conhecer a casa deles e dos amigos. sabado com uma noite portuguesa, falar português, conversas de miudas na cozinha, queijos e presuntos em cima da mesa, jantar bacalhau à lagareiro e, porque estavamos na suiça, a sobremesa foi fondue de chocolate. domingo acordamos tarde, e fomos ver como eram as coisas do lado do tivoli.





















portas e janelas azuis. gostamos das portas, grandes, antigas, diferentes umas das outras, a porta da rua, a porta de casa, a porta que da acesso ao jardim. entramos. os pormenores são lindos, são os pormenores das casas antigas, cheias de historia. um chão bonito, as janelas altas com parapeito a lembrarem jane austen. abrem-se as portadas para a luz entrar e nas traseiras um universo de tranquilidade com um maravilhoso baloiço pendurado numa arvore. ela fuma um cigarro e olha pela janela... vem ai uma vida nova, promissora...

















não nos atardamos porque é um domingo curto e vamos piquenicar ao pé do lago, de cesta na mão, mas até la, dentro do carro, levamos a janela aberta e vamos de cabelos ao vento, atentos aos pormenores da cidade, aqui tudo é novo para nos. na relva verde, no meio dos malmequeres, estendemos as toalhas e começamos o barbecue. pomos um bocadinho da conversa em dia, por baixo do sol morno. naquele cenario campestre os rapazes montam a rede do badminton e descubro este jogo tão romantico e ao mesmo tempo tão dificil...


despedimo-nos e voltamos a casa com o sentimento de aconchego destes dois dias. regressaremos certamente, uma, duas, muitas vezes, espero...