cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson
one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society
a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto
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5.11.16
7.9.14
setembro
os dias têm passado em contagem. custa-me imenso acordar durante a semana. tenho pouca energia e sinto-me pesada. subir uma escada tornou-se quase uma subida ao everest. acordo de manha e o céu esta escuro ainda… como se o dia nao quisesse acordar também. tudo isto sao sinais de outono que esta ai à porta. e eu adoro o outono. nas manhas em que tenho que trabalhar, tenho vontade de fazer imensas coisas e nos dias em que tenho o tempo todo para mim, so me apetece descansar. comecei a andar de carro mais vezes e quando tenho que ir de transportes a um sitio qualquer nao me apetece. ontem, por obrigaçoes que uma gravida tem, tive que ir fazer analises em jejum e a minha manha foi super preenchida. hospital, ida ao colombo, antes de abrirem as lojas, para encher a cozinha de coisas sem açucar mas que dêem um bocadinho de cor à minha alimentaçao rigorosa. tomar o pequeno almoço. picar. ir à estaticista e sair de la com as maos e os pés bonitos. nesta altura, apetecem-me cores pastel. serenas. ir à biblioteca entregar os dvd e vir de la com outros dois filmes franceses e livros infantis. nao consegui procurar uma coisa que me apetecesse ler muito porque havia um encontro anime no instituto francês e estava cheio de pessoas por todo o lado e a biblioteca estava quase intransitavel. regresso a casa, por debaixo de um céu cinzento, com um calor tropical e de uma chuva miudinha. paragem no talho para comprar cubinhos de fiambre de peru para fazer uma massa. almoço. picar. ver alguns programas de sabados que gosto muito nos canais franceses e montagem das billy que ha umas semanas estavam encostadas à parede à espera de se tornarem uma nova casa para os livros. estantes montadas, os livros que estavam nas caixas de cartao, no corredor, desde que regressei dos alpes (maio de 2013) encontrarm uma nova casa. foi engraçado voltar a po-los em prateleiras. de repente voltei atras no tempo e pensei que a ultima vez que os tinha visto foi nas montanhas, pensei nas horas em que olhava para as estantes e escolhia um para folhear. conheço as lombadas de cor, mas ja nem me lembrava que tinha certos autores. ainda nao acabou a arrumaçao porque agora eles têm quem encontrar o sitio certo e eu gosto de os ver um a um. a eles vao juntar-se os livros que tinham ficado em lisboa. e a casa vai ganhando outra cor e sobretudo espaço. precisamos de espaço nos próximos tempos.
com setembro voltaram as emissoes da france 2 que gostamos, mas acabei por adormecer no sofa.
arrumamos uma série de coisas ca em casa e na cabeça também.
27.3.14
rainy days
passei uma estaçao inteira com a sensaçao de um cheiro a mofo permanente. uma humidade entranhada em tudo, na roupa, nos ossos. e de repente, a primavera trouxe cor e esperança por uns dias. a chuva voltou, os casacos pesados também, as sombrinhas voltaram a ser acessorio e os avioes fazem muito mais barulho quando passam aqui por cima a rasgar o céu espesso. e apesar de se avizinhar uma hora a mais de claridade, que é um dos meus acontecimentos preferidos da primavera, a casa continua escura, os cortinados e os estores continuam fechados.
hoje, o que traz esperança é a cor das molas e as tulipas amarelas que arrebitaram. estao tao bonitas...
4.1.14
o vento
acordei com a chuva e com o assobio do vento a trepidar nas frestas das portas e das janelas. a julgar pelo barulho até parece que entrou pela casa dos vizinhos e lhes levou a loiça e armarios para o chao. dizem que o vento poe as cabeças doidas. mas eu gosto dele. gosto do vento na rua e gosto de ficar em casa a ouvi-lo também. por isso, estou na horizontal, com esta luz baixinha que entra pelo quarto e a ouvir esta musica repetida mas que assenta perfeitamente no dia de hoje.
mais tarde vou atravessar a ponte para ir ver a sidonie e espero poder trazê-la comigo. sei que sera por pouco tempo e quero aproveitar todos os minutos que posso ter com ela.
aviso à navegaçao: este blogue vai tornar-se um blogue de gatos nos proximos dias. de gatos nao. de sidonie.
18.12.13
janela indiscreta
ou a vista do escritorio.
ontem ao final da tarde um raio de luz atravessava o rio e rasgava o céu cinzento.
12.9.12
diluvio
depois do diluvio de ontem à noite que perdurou pela madrugada é persiste hoje de manhã, como se de nada fosse, senhorita j. saiu de casa de sabrinetes e em poucos metros chegou ao trabalho a fazer nhoc nhoc. de maneira que esta a trabalhar descalça, tem um ar muito mais descontraido e confortavel (cool! always look on the bright side of life) mas na verdade não se nota quase nada porque a molha foi tal que o padrao das sabrinas tingiu as meias, encontrando-se senhorita jota com os pés azuis às bolinhas brancas.
hoje anunciam neve a 2000m
5.8.12
dias de trovoada
ontem o fim de tarde escureceu de repente e uma trovoada forte sentou-se no cimo das montanhas. um vento veloz desceu até às casas levando tudo. o nosso jardim teve que descer alguns degraus porque mesmo o vaso mais pesado se virou e quase caiu para a rua.
às três da manha fui dormir e a janela ficou aberta, como tem ficado nestes ultimos tempos. nao por estar um grande calor, mas porque gostamos de dormir por baixo do edredao com o ar fresco e os sons da natureza a entrarem no quarto. e hoje voltei a acordar com uma violenta tempestade. chovia imenso e os relampagos quase entravam dentro do quarto. que manha tao escura, mas tao aconchegante. fiquei ali de olhos abertos atenta aos sons, aos cheiros e a tocar com os dedos dos pés nos do meu amor. adoro dias de trovoada.
11.4.12
considerações sobre o guarda-chuva

hoje de manhã acordei com a paisagem branca. a neve caiu durante a noite e assim continuou de manhã. uf, ja nao me apetece nada dias assim, ou pelo menos que venham quando estou em casa debaixo do edredão. fui para dentro da banheira, vesti-me (recusei-me a secar o cabelo), bebi um cha e sai. à medida que descia de carro pelas montanhas a neve transformava-se em chuva, que caia com alguma consequência. penso que, desde as ultimas férias em lisboa, fiquei sem o meu chapeu-de-chuva preto e branco, comprado na h&m por meia duzia de euros e que me durou meia duzia de anos. e la fui eu, em pensamentos deste genero: o tempo de vida de um guarda-chuva sera proporcional ao numero de euros que se pagou por ele? mas porque é que eu estou a dizer guarda-chuva eu costumo dizer chapeu-de- chuva? e que ideia essa de chamar guarda chuva... guarda? mas se precisamente não guarda mas reguarda, não devia chamar-se resguarda-chuva?... e pronto, em considerações metafisicas cheguei finalmente à biblioteca...
imagem retirada daqui
24.7.11
julho é no outono?

julho tem sido assim, cinzento e com chuva... desde que deixei de viver em lisboa que sinto imensa falta da chuva nos invernos e dos perfumes que ela deixa do ar. aqui, é no verão que posso ter essas sensações, mesmo que esteja imenso calor, o fim do dia traz sempre breves tempestades, trovoadas. o que é assustador é que o verão aqui dura apenas 2 meses e são precisamente eles que nos permitem ganhar energias para os 5 meses do inverno. tenho andado de meias de lã e de pantufas, toda a sapatalia veranil que comprei esta empacotada e bem arrumada, o par de sapatos (neste caso de ténis) que comprei so para a noite de santo antonio é o que tem andado comigo todos os dias. na rua toda a gente tem um impermeavel, os chapéus de chuva escondem sorrisos e aqui em casa dedicamo-nos mais no que nunca à leitura, às séries do twin peaks e à cozinha...
8.1.11
ha manhãs assim…
10.2.09
pensamentos num dia de chuva...
está a chover… não me lembrava da chuva desde o outono. a estrada está preta, a neve derreteu quase toda e penso nas saudades que tenho de invernos de chuva. o n. disse-me ontem que ao voltar para casa viu um enorme javali mesmo à entrada da aldeia. vou pensando nestas coisas enquanto desço de carro agora que não tenho rádio. há cheiros no ar e caminho devagar até à biblioteca enquanto inspiro. penso que nos dias de neve ou de frio não existem cheiros porque o ar é espesso. chego ao trabalho e apercebo-me que é dia de mau humor… não gosto disso… pessoas temperamentais com vontade de o mostrar… nunca se sabe o que vamos encontrar. penso no fim-de-semana e apetece-me voltar para casa… as horas sucedem-se « em sindicato ». não é o primeiro dia da semana mas para nós é o primeiro dia de trabalho e já me apetecia que fosse fim-de-semana outra vez…
29.11.06
último dia em lisboa... debaixo da chuva... e como tantas outras vezes que passei pelo rossio pensei na sorte que é ter um castelo no meio da cidade... que à noite se torna amarelo... e do outro lado, o convento do carmo... gostei muito de os ver nesta tarde de chuva...


lisboa, castelo de s. jorge e convento do carmo, novembro 2006
9.10.06
13.8.06
hoje é um domingo perfeito. está a chover, está frio e acendemos a lareira...
à tarde vamos à festa de vinhos em t. e talvez depois demos um salto ao cinema para ver se há algum filme que nos interesse... era bom que conseguissemos ver "le passager de l'été"... parece-me que pode ir muito bem com este dia de domingo...
... amanhã vamos a itália...
16.6.06
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