cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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17.3.13

estrelitas



espante-se o leitor, ou nao, um dos posts mais visitados neste blog é este, das estrelitas. o que me leva a pensar que: ou este blog nao vale uma estrelita, ou as estrelitas sao mais conhecidas do que a batata frita ou ainda, este blog deve ser o unico que ainda fala de estrelitas, em idade adulta e sem filhos. bom, a verdade, é que chegando o mês de março (e atentai à data do post do ano passado) me da para começar a comprar estrelitas e a comer compulsivamente. ja me tenho perguntado qual sera o ingrediente magico daquilo para dar vontade de nao parar de comer. nao fui ver na caixa porque tenho medo de me assustar acabar com o prazer, prefiro ficar na ignorância. 
dito isto, gostava de saber se desse lado ha alguém a quem um pacote de estrelitas dure mais do que dois pequenos almoços e meio. so isso.

21.11.12

o senhor dos cromos



figura magica da nossa infância. detentor de segredos e tesouros, cromos preciosos que so conseguiamos arranjar se os nossos pais nos levassem ao centro da cidade, à estação do rossio. na altura era um senhor que vestia camisa e casaco repletosde bolso onde dormiam os cromos que nos permitiam terminar as cadernetas. acho que na minha vida inteira so acabei duas. ia com o meu pai. levava no meu bolso uma lista dobrada varias vezes com os numeros que me faltavam, cuidadosamente escritos à mão. comprar carteirinhas na expectativa de ver novos cromos aparecerem era a maior das surpresas. mas estar diante do senhor dos cromos era quase como encontrar o pai natal. durante as férias em lisboa, enquanto passeava pela baixa quando vi três senhores de volta de outro (sempre) à porta da estaçao. os tempos sao outros, ja nao ha bolsos que valham ao senhor dos cromos, por isso, ele agora tem uma mala, que é assim uma espécie de arca do tesouro que consegui fotografar às escondidas (a foto ficou muito desfocada). se calhar os cromos tornaram-se um negocio de familia e talvez agora seja o neto do senhor dos cromos que esteja encarregue do "negocio". fico contente que ainda ali esteja, contra todas as inspecções do trabalho. 

e desse lado, quem chegou a ir ao rossio à espera de encontrar o ultimo cromo que permitia terminar a caderneta?

18.10.12

desta vez em lisboa...




quero muito ir jantar à minha primeira escola primaria, que é hoje o clube de jornalistas, na rua das trinas. e se o tempo o permitir, gostava muito de poder ficar numa mesa la fora, onde uma vez plantei uma arvore e fiquei triste quando me disseram que so dali a 20 anos seria uma arvore grande... talvez tenha crescido na esplanada do restaurante que um dia foi o meu recreio... razao de tantas conversas com a minha querida avo!

26.9.12

tudo começou com este livro



eu e este livro... é uma grande historia de amor. mas quando eu li dezenas de referências a ele nos livros de uma das minhas escritoras portuguesas preferidas, tornou-se amor eterno.
foi-me oferecido pela rl, uma amiga de infância. foi um presente de aniversario para os meus 9 anos e lembro-me muito bem do momento em que o embrulho passou para as minhas maos, a festa era no nacional (cnn) e estavamos encostadas à janela que dava para a (na altura) piscina grande. lembrei-me deste episodio quando, ontem, ela me deixou um "gosto" no facebook a proposito da hora do conto de hoje. é curioso porque nunca, antes, tinha tido ocasiao de dizer-lhe que ela e frances burnett sao as principais culpadas desta minha paixao por livros. 

quem nao conhece a princesinha, aconselho o seguinte: assim que encontrarem uma livraria no vosso caminho, entrem e comprem. vale mesmo a pena. livro perfeito para o outono, para ler debaixo dos cobertores, com uma botija de agua quente nos pés e um prato de scones ao lado... e hoje o dia é perfeito para isso...

"tinha a princesinha na mesa de cabeceira; o livro fazia-a pensar em tardes de chuva e pães de passas, em quartos frios nas aguas furtadas que se transformavam durante a noite em lugares encantados, com comida quente, cobertores, albuns, tapeçarias nas paredes"

se eu morrer antes de acordar * ana teresa pereira * relogio d'agua

30.5.12

back to childhood





até parecem duas estaçoes diferentes, mas estas fotografias foram tiradas com dois dias de intervalo, uma no museu da cidade outra do palacio do beau séjour. estes dois dias a passear de olhos atentos, postos no chao, foram um regresso à infância, os cheiros da cebe, os eucaliptos e as bolotas. era tao facil brincar...

15.3.12

estrelitas





a tarde prosseguiu morna, a deixar-nos uma sensação de pastelar. as quintas-feiras à tarde são curtas e hoje houve reuniões para animações na biblioteca. o fim do dia pedia um passo lento e aproveitei para ir a pé até à mercearia portuguesa para comprar meia duzia de coisas. a primeira caixa de estrelitas desapareceu num abrir e fechar de olhos, com leite ou às mãos cheias, não descansei enquanto a segunda caixa não aterrou ca a casa. um vicio. agora não sei como me livrar dele. nem o pacote fora do prazo, assinalado aos comerciantes na minha ultima visita, e que continuava impavido e sereno na prateleira, me dissuadiu da compra.



... receio ser a unica pessoa que ainda come estrelitas e, como tal, receio ainda mais que aqueles pacotes todos sejam para mim. e pronto, fiquei desiludida por não encontrar brindes dentro dos cereais. na caixa ha uma publicidade grande a um foguetão. falso alarme. depois de andar às apalpadelas e à volta com as estrelitas é que percebi que ja não ha brinde, mas apenas um jogo de labirinto para o foguetão encontrar o caminho para o espaço.

27.12.11

mudam-se os tempos...

... mudam-se os preços, as moedas...

foi o que os meus pais pagaram para eu nascer na clinica cabral sacadura em 1976 ... nestes tempos, em que não havia ca facturas, era um papel que estava ali à mão, meio rasgado... somaram-se as parcelas e toma la e da ca 8.660$30 ... sim é isso mesmo, oito mil seiscentos e sessenta escudos e trinta centavos...

23.9.07

... quando eu pensava que as bonecas agora seriam de barbie para cima... eis que encontro esta preciosidade... as bonecas de roupa de papel... não resisti comprei e passei o domingo a brincar com elas...















15.9.06

o post da m. no contos exemplares a propósito do livro do gonçalo m. tavares fez-me pensar nesta... "cantiga"...
a barata diz que tem
sete saias de filó.
é mentira da barata
ela tem é uma só.

ha! ha! ho-ho-ho!
ela tem é uma só

11.9.06

a propósito dos posts das cadernetas, fiquei a pensar nas coisas tipicas que diziamos e fazíamos quando eramos pequenos. o comentário da r. a este último post "oh! assim já não brinco!" e o comentário da m. ao outro post relacionado com os cromos "respetido, repetido repetido" fizeram-me pensar noutras coisas, do género, que dizíamos... lembrei-me do "toma, toma, toma", lembrei-me que, frequentemente, insultavamos os colegas com "parvo, estúpido, camelo", do "já te viste ao espelho?", lembrei-me de ameaçarmos porrada com o cotovelo... mas deve haver mais... alguém se lembra?