cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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5.10.14

sábado pela cidade



sabado bom. primeiro sabado de ferias. é o inicio.
acordar sem despertador, preparar-me para sair. café no sitio do costume e rendez-vous na esteticista. almoço. preguiçar em casa. ver o segundo filme que trouxe da biblioteca do instituto francês. sair para me encontrar com ela que veio para o concerto de amanha e para uns dias de férias na grande alface. jantar no "nosso" sitio do costume, a tasca do sol, que recomendo vivamente. conversamos como sempre, como se nunca nenhuma de nos tivesse ido viver para longe de lisboa e como se esta distância geografica nao fosse nada. porque na verdade nao é. a tasca começou a encher e fomos apanhar ar. estava vento, ontem… quase frio. caminhamos até ao miradouro da graça, a caminho encontramos caras conhecidas, paramos para conversar. gosto tanto disso em lisboa (digo-o muitas vezes), de encontrar pessoas que conheço, por acaso. parece que lisboa se presta a isso, a estas probabilidades de ver cruzar conhecidos num infimo periodo de tempo. ainda ha duas semanas fui para os lados de roma. queria ir tomar um café ao maria matos, mas ainda estava fechado fui dar uma volta pela avenida de roma. quando vi o frutalmeidas decidi sentar-me na esplanada e mostrar ao n. onde se comem os melhores pasteis de massa tenra e o melhor bolo de morangos da cidade. a probabilidade de eu estar nesta zona é pequena, nesta esplanada tambem, e eis que me aparece um amigo de infância a passar em frente à nossa mesa, um amigo de infância que vive em angola e que estava ca por poucos dias. mais um desses encontros. nao gosto de fazer cálculos, detesto matemática, mas gosto de probabilidades humanas.
enfim… where was i? ah! largo da graça.
chegamos ao miradouro, a esplanada estava composta, mas havia muitos sítios para nos sentarmos. ao fundo lisboa e a ponte. linda, a cidade. as pessoas já encasacadas e apesar de querermos muito ficar ali, nao vinhamos preparadas com modelitos para aquela frescura. entao entramos no botequim da graça, havia apenas uma mesa com três bancos e era o que precisávamos. 2 cocktails, uma cerveja sem alcool e conversamos aos gritos, como na adolescência em que os lugares cheios e barulhentos e com fumo eram os melhores. poucas pessoas da nossa idade, comentávamos. mas porquê? porque hoje em dia as pessoas têm 1 ou mais filhos, nao têm a quem os deixar e nao saem. e porque a vida ganha outro ritmo, aprendem-se novos comportamentos, querem-se outras vidas, o que nos estimula sao outras coisas. 

taxii! 
estrada de benfica, por favor.

hoje apetecia-me uma esplanada nova e um filme da festa do cinema francês.
amanha é um dia preenchido. uma tarde preenchida. e é estar ligada às redes sociais para ver se o morrissey nao anula o concerto da noite à ultima da hora.

a maquina que o meu irmao me emprestou nao funciona e portanto prossigo sem fotos ou entao com fotos destas.

29.5.14

és a lisboa que eu amo







encontro às 10h em benfica e um café com tempo para pôr as primeiras novidades em dia. e nesses minutos que passam penso em como tenho saudades desta minha amiga de mao à cintura, de "pelo na venta", da maneira que ela tem de relativizar as coisas, do sentido pratico dela. de repente tudo parece normal e foram precisos 2000km para eu perceber isso. pagamos. saimos. um cigarro e uma viagem num autocarro que nos levou directamente ao coraçao da cidade. 
chiado. 
voltavamos ao sitio onde estivemos na ultima vez, por altura do natal. passeamos pela calçada, entramos em lojas de souvenirs portugueses e descemos mais um pouco. agora atravessamos a passadeira ao pé da brasileira e eu exclamo "ah, a sacolinha", dirigimo-nos  para la, porque ali estao as famosas bolas de berlim com leite condensado. mas um aparato na barbearia campos chama-nos a atençao, espreitamos e vemos o meu primo a tocar para a filmagem de um video. entramos e ficamos a um canto a ver as repetiçoes. na barbearia continuam a entrar pessoas, para cortar o cabelo, para fazer a barba. toca o telefone e as filmagens continuam, como se tudo isto fizesse parte da vida de lisboa. saimos desta porta e entramos na do lado. sobre as bolas de berlim so vos digo para la irem experimentar, porque nunca conseguirei encontrar adjectivos que qualifiquem aquela pequena delicia. leite condensado cozido… na verdade, temos bola de berlim quase de baba de camelo. enquanto esperamos na fila para pagar admiramos a montra onde predominam os amarelos dos ovos e os catanhos do chocolate. os bolos sortidos em forma de coraçao vao levar-me la em breve. dali descemos ao largo de s. carlos e depois ao cais do sodré. paramos para muitos clics, porque ainda hoje esta cidade nos surpreende. vamos andando pela passadeira cor-de-rosa até ao famoso mercado da ribeira e eu prefiro claramente os corredores das frutas, dos legumes e das flores. dali decidimos encontrar um lugar para almoçar e hesitamos entre uma tasca com cheiro a sardinhas, na rua de s. paulo, e um lugar à beira-rio. esse lugar encontramo-lo e ficamos ali sentadas toda a tarde. toda a tarde. falamos de tudo e de nada, como se nenhum quilometro nos separasse, como se o tempo que estamos longe nao passasse pela nossa amizade. e nao passa. 
4 beijinhos, um abraço apertado e agosto esta quase ai. meu querido mês de agosto.

19.1.14

amigas para sempre







ela disse que vinha e nao veio. depois ela disse que vinha e nao veio. ela voltou a dizer que vinha e veio mesmo. dizem que nao ha duas sem três. e eu acredito. ela veio para chatear o post anterior e isso deixa-me feliz. passam-se anos e passam-se quilometros e pouca coisa muda quando estamos juntas. penso "cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes". e foi so um sabado, mas que valeu por muitos dias. depois de passar o inicio da tarde "à me faire pouponner" sai da esteticista e entrei na porta do lado. foi como se nos tivessemos visto ontem. saimos na tarde de frio pos granizo e fomos a pé até 7 rios. queriamos conhecer o 28 café, no castelo. o metro levou-nos ao terreiro do paço. o novo elevador da baixa levou-nos à costa do castelo e, de repente, sentimo-nos como se estivessemos num pais diferente. nao por todas as linguas que falavam à nossa volta, mas porque ha muito tempo que nao entravamos por aquelas ruas e nao nos lembravamos de haver tantas coisas novas, lojas, cafés, fachadas coloridas. fomos andando pela calçada sinuosa perguntando onde era o famoso 28 café. demoramos tempo a encontrar. um electrico chamado desejo. e ei-lo, fiel ao 28, amarelo e de madeira, num cantinho de alfama, nas costa de um castelo. nas costas do castelo. o mesmo que me deixa sem repiraçao quando estou no rossio e penso que ele nos observa no cimo da colina. o lugar é simpatico, o atendimento muito simpatico. os bolos caseiros e com um aspecto maravilhoso. as torradas deliciosas e enormes. lanchamos à portuguesa e falamos de tudo e de nada, conversa de circunstancia e conversas importantes. nao temos filtro. la fora escurece e chove muito, mas nos estamos dentro do café electrico. e a noite espera-nos. saimos por baixo da chuva, corremos, apanhamos um taxi que nos leva pelas ruas de lisboa, cheias de gente e de transito neste sabado ao anoitecer. uma pausa. um banho quente. mudamos de roupa e como em tantas outras vezes marcamos encontro na paragem. vamos em direcçao ao bairro alto, jantamos indiano num restaurante antigo, comemos varias entradas, dividimos um prato de camaroes, bebemos uma garrafa de vinho. saimos,  s. pedro sem dar treguas, vamos até à bica, vazia. o centro da cidade esta vazio, agora. a rua da bica nao tem ninguem. é um momento. entramos na bicaense para uma caipirinha, depois saimos e vamos em direcçao ao cais do sodre, corremos pelos degraus molhados e escorregadios. conhecemos aquela calçada de cor. entramos no lugar do costume, a noite ali  nao nos seduz. bebemos uma cerveja e jogamos matraquilhos. confirmamos que a musica nao vai melhorar e saimos para experimentar o sabotage. voltamos a sair em menos de uma musica. entramos no jamaica, mais uma cerveja, abanamo-nos ao som de boy george e de outros hits da mesma altura.  ela conta-me um segredo. saimos para ir até ao imaviz experimentar o metropolis, mas a recepçao ali nao nos agrada e pensamos que a noite ja vai longa. entramos no taxi, conversamos e rimos. rimos. rimos, e despedimo-nos com a promessa de que em março havera mais. porque amanha é o dia dela e março é o mês do meu dia.

e hoje é outro dia. acordei tarde. o meu telemovel mostra-me esta mensagem.
a esta hora ela ja chegou ao algarve. 

2.6.13

amigas para sempre




um brinde a esta lindissima cidade, a este belissimo pôr do sol, a esta magnifica vista. mas sobretudo a estes anos todos de amizade. uma das frases da nossa vida podia ser aquela ali em cima "it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it?", mas este fim-de-semana havia muito para dizer, para fazer. e é tao bom ver que os anos passam e que ha coisas que mudam na vida de cada uma mas que muitas outras se mantêm intactas na nossa amizade. 
outro brinde: tchim tchim. às ginjas, aos concertos das bandas que gostamos, aos nossos restaurantes preferidos, aos passeios a pé por lisboa até ficarmos com bolhas nos pés, aos bairros do nosso coraçao, às correrias destemidas pelas escadas (de calçada incerta e escorregadia) abaixo perante o olhar incrédulo dos turistas, às crises de riso com lagrimas. um brinde a nos. 

20.6.12

dançar até ser noite

amigas para sempre




esta fotografia é para actualizar a deste dia. ela veio para um fim-de-semana como os de antigamente e 7 anos depois foi como se nada tivesse mudado. depois do almoço tocaram à porta, como nos velhos tempos, era a p.. sentamo-nos a conversar disto e daquilo e ao sairmos para a rua uma das nossas vizinhas diz "ora viram, isso é que é amizade". fizemos umas compras voltamos a casa para as pousar e voltamos a encontrar-nos poucos minutos depois. pusemo-nos a caminho de sete rios a pé para apanharmos o autocarro para sapadores. nao sei quantas vezes apanhamos este autocarro, quantas vezes fizemos este percurso, quantas desculpas arranjamos durante anos para andarmos perdidas na graça. desta vez as razoes eram outras, iamos aos petiscos da tasca do sol. entramos antes da abertura ao publico, conversa com o t., mudamos de mesa 3 vezes porque "o antigo talho" estava cheio e havia que sentar toda a gente. os petiscos eram deliciosos e fomos bebendo o vinho da casa até o j. e a jt. chegarem, mais petiscos mais um jarro, a noite ja ia ligeira e as gargalhadas eram mais do que as palavras. "taxi!!! é para o camoes, por favor", cantando tina turner. acabamos por descer na calçada do combro e fomos até ao pai tirano. caipirinhas e pusemo-nos a caminho do cais do sodre, pelas escadarias da bica, enfeitadas, luminosas, a cheirarem a sardinhas e com musica de bailarico. largo de sao paulo, clic clic e mais uns conhecidos. finalmente entramos no "disorder", agora "transmission" onde ficamos o tempo de uma cerveja a ver mais de uma dezena de skinheads a pavonearem-se. visao triste. foi um erro entrarmos, mas queriamos voltar a ver o lugar onde tantas noites dançamos, muito antes de ser ali. "taxi!!! benfica, por favor".

a manha seguinte despertou cedo. café na esplanada da colmeia e avenida da liberdade aqui vamos nos. saimos no marquês e descemos a avenida a pé entrando nas lojas, conversando, vendo as diferenças. chiado. iogurtes de frutas (porque o santini tinha fila até à porta), praça da figueira e a chuva miudinha fez-nos voltar a casa. meia hora depois, caracois no 409. e pela segunda vez neste fim de semana ouvimos "afinal ha amizades que duram mesmo" e o meu coraçao aqueceu. 19h30 era tempo de uma matinée. uma corrida para o autocarro e vamos até ao cais do sodre. nao desistimos, precisamos de uma "matinée". uma cerveja, um vinho do porto, um jogo de matraquilhos, como nos velhos tempos, com desconhecidos. rita mitsuko e eu ja nao parava quieta. jesus and mary chain e paramos de jogar porque a ultima meia hora deste fim de tarde prometia. "there's a light that never goes out" dos smiths, "jewel" dos cranes e a tarde estava ganha. subimos até ao camoes, descemos até santa catarina, caipirinhas no noobai e conversas como antigamente. mais um salto ao pai tirano para uma tosta e o nosso fim de semana terminava. beijos e abraços sem adeus e cada uma regressou a sua casa.


fim-de-semana perfeito e um desejo concretizado

17.3.12

uma noite inesquecivel

17 de março




ha 17 anos atras (tinhamos 17 anos) estavamos a preparar-nos para irmos ao concerto de siouxsie no pavilhão carlos lopes. a esta hora ainda não sabiamos que esta data ia tornar-se inesquecivel. 17 anos depois ainda continuamos a enviar mensagens e declarações de amizade. o tempo que antecedeu o concerto foi precioso, o concerto foi maravilhoso. a noite pos concerto foi surpreendente. a musica estava optima, o ambiente também, as pessoas eram bonitas e algumas tornaram-se como a noite, inesqueciveis. seriam precisos muitos calendarios para contarmos o numero de vezes que saimos juntas, de manhã, à tarde, à noite, de madrugada... e, sem duvida, houve muitas outras dignas de registo. mas todos os dias 17 de março acordo a pensar que é dia de siouxsie. e se um dia perder todas as mensagens preciosas guardadas no meu telemovel, quero que estas duas fiquem registadas:


"ha onze anos atras, fomos ao concerto de siouxsie. tudo mudou, não foi? so não mudou a nossa amizade! ha coisas que eu so gosto de fazer contigo. muitos beijos" (17.03.06)


"amiga, hoje é dia de siouxsie. fazes sempre parte da minha vida! adoro-te!" (17.03.11)


e pronto, eu também te adoro e tenho tantas (tantas) saudades dos nossos dias... espero que possamos voltar a ter noites de dançar até ser de dia...

24.2.12

fantasporto... sweet little 16...



ontem, enquanto comia bifes de peru à la moutarde com feijão verde, via o telejornal na televisão portuguesa. de repente a noticia do fantasporto trouxe-me uma enxurrada de recordações. nos andavamos no 10° ano, tinhamos ido ao porto numa primeira viagem escolar relacionada com os livros de leitura obrigatoria e apaixonamo-nos por aquela cidade. num fim de semana do mês de fevereiro do ano seguinte, faziamos uma venda express na feira da ladra para conseguirmos dinheiro para irmos as três sozinhas la passar o fim de semana (benditos sete contos com a venda dos ray ban do meu pai). iamos com o pretexto de vermos os filmes do fantasporto e de encontrarmos a minha prima s. que também la ia por essa mesma razão. não tenho qualquer duvida que ela e as amigas aproveitaram os filmes do festival, mas na verdade nos iamos « visitar » os rapazes conhecidos numa festa, pela ocasião da tal visita escolar. ficamos numa pensão escolhida pela minha prima que era linda, completamente ao estilo do david lynch (impossivel de me lembrar do nome). o nosso quarto so tinha lavatorio e o duche ficava no corredor (facto que deu origem a uma série de peripécias e a noites inteiras de risada). havia cantos e recantos, alcatifas vermelhas e cortinados de veludo coçados, radios que tocavam alto pela noite dentro. e nos felizes naquela cidade que guardamos assim pertinho do nosso coração e que tantas ve(a)zes fez algumas de nos afirmaram com toda a convicção que quando entrassemos para a faculdade punhamos as universidades do porto nas primeiras opções. a verdade é que acabamos por ficar as três em lisboa, cada uma para seu lado (curso), mas as nossas três (seis) mãos ainda se apertam com força hoje !


imagem retirada da internet

14.12.10

jota e erre nos alpes


e ela veio mesmo... com o atraso do avião em lisboa perdeu o autocarro em genebra, mas la se desenrascou e, sem querer, veio na carrinha que trazia os convidados para o festival de cinéma européen des arcs. foi uma maratona, mas ainda tivemos tempo de conversar um bocadinho em casa, enquanto comiamos as deliciosas areias da ericeira, oferecidas pelo pai dela . ainda abrimos presentes, uns feitos pela mãe e outros vindos da quinta do algarve, e pusemos em dia, so um bocadinho, as novidades. quando acordamos na manhã seguinte pensei que a ultima vez que tinhamos dormido "juntas" foi quando tinhamos 18 anos, fomos de viagem de fim de ano para são pedro de moel, eramos três a dormir numa canadiana e como as nossas malas não cabiam la dentro ela dormiu toda a noite com o braço de fora a proteger os nossos bens. daqui a pouco faz 20 anos que nos conhecemos e continua a ser a mesma r. ... tenho a certeza que com graus negativos continuaria a proteger as nossas coisas...

que bom ter-te aqui perto, amiga...

23.11.10

sintra

a manhã começou azul. enquanto espero por ela ouço as conversas dos comerciantes que vêm beber o café matinal. ela chega, bebe também um café e dai seguimos para sintra como combinado de véspera. pela IC19 abaixo vamos conversando de tudo e de nada, como se estivessemos sempre ali as duas, como se eu vivesse ali o tempo todo e provando que a distância, às vezes, não importa nada. chegamos a sintra e o smart ja quer parar para ver aquele pequeno mercado de antiguidades à imagem da vila.

estacionamos e passeamos vagarosamente pelas bancas cheias de preciosidades. candeeiros, torneiras, fechaduras, loiças garrafas, moveis. paramos na banca de uma senhora que vende escovas com pegas feitas por ela, em estanho. não resisto ao trabalhado e faço a minha primeira compra. continuamos a deslizar, temos tempo, deslumbradas com aqueles objectos que imaginamos perfeitamente nas casas e palacetes que nos rodeiam. volto a parar numa banca com um magnifico prato. pergunto quanto custa e o sr. responde-me que me vende o prato e o jarro por 150€. se os tivesse tinha-lhos dado. é raro ter paixões assim. damos a volta e vamos embora, queremos descobrir o café saudade.















o percurso até o encontrarmos é feito de clics. é uma manhã maravilhosa, as casas são tão bonitas, a vila tão fresca. encontramos o café damos a volta por dentro enquanto descobrimos as diversas salas e sentamo-nos la fora a desfrutar. regressamos ao carro, com multa no para brisas. para nos o tempo parou sem que tenhamos dado por isso. procuramos um restaurante para almoçar e ao fundo de uma ruela vemos um indiano. não é o que imaginamos, mas não hesitamos. mais uma esplanada com sabor a chicken tikka masala. o céu começa a mudar de cor e relembra-nos por que razão estamos ali.


direcção à quinta da regaleira, com o céu carregado e cinzento, o tempo humido e vamos subindo por ali, de mapa na mão cruzando gatos e tirando fotografias. quando olhamos para o relogio esta a anoitecer, damo-nos conta que de acordo com o horario oficial a quinta vai fechar. regressamos a casa, com passagem pelo supermercado. uma garrafa de vinho e bebemos o aperitivo enquanto conversamos disto e daquilo... como se tivessemos sempre estado ali...

...dias perfeitos

6.12.09

lisboa


o dia tinha começado nesta pastelaria. compramos o bilhete do dia, mas quase so serviu para a viagem de electrico e para regressar a casa. maravilhadas com a cidade andavamos a pé, de maquina na mão prontas a clicar a qualquer movimento. feira da ladra, almoço em alfama, na rua dos remedios, num restaurante onde so fazem grelhados e que, talvez por isso, lhe tenham chamado "o grelhador". ficamos ali sentadas na conversa durante algumas horas, bebemos vinho verde e licores caseiros. amolecemos e fomo-nos arrastando pela rua do jardim do tabaco, campo das cebolas. paramos num lugar que, ainda hoje me pergunto como, nunca tinha visto. a loja de conservas, lindissima... e nem tirei uma fotografia. dois jovens atras do balcão embalavam presentes e, mesmo ao lado, duas senhoras, uma que carimbava os papeis de embrulho e outra (a doutora) a embrulhar as conservas no papel de embrulho ja carimbado, com imagens de outros tempos. dali andamos pela baixa. subimos ao chiado, sentamo-nos num murinho de uma loja e ficamos ali a observar o sobe e desce da azafama das compras dos fins de semana e fins de tarde de outono. so o cheiro do fumo do carrinho de castanhas nos fez levantar... e regressamos a casa...

30.9.09

como antigamente...

dizia-me a p. que era estranho voltar a lisboa e ver que algumas coisas já não são como na nossa memória... eu respondi-lhe que lisboa estava a deixar de ser "nossa" e que cada vez mais seria assim... pouco tempo depois o telefone tocou era a pat. falámos durante duas horas, de tudo e de nada, das férias, do trabalho, dos amigos... e falámos muito de livros, de livrarias de editoras... quando dei por mim estava em pé de telefone na mão em frente à estante a ver os meus livros e a comparar e trocar leituras com ela. chegamos à conclusão que comprámos muitos livros a pensar que um dia gostariamos de os ler, falamos de não haver tantos livros como antes que nos enchem de coisas boas, de haver menos herois... e é por isso que agora temos um compromisso com “margarita e o mestre” .

... e de repente parece que afinal ainda há coisas como antigamente e isso aquece-me o coração...

15.7.09

a vida portuguesa

amigas para sempre...

... e a tarde acabou no chiado, na vida portuguesa... sempre que la entro estou em estado de exclamação... ali apetece comprar tudo, todos os produtos têm uma historia, um cheiro (mesmo que não sejam sabonetes)... a pedra-pomes, por exemplo, cheira à casa da minha avo... umas compras para mim, um presente para a pat., embrulhado em papel simples e com um autocolante "portuguesmente" original... enquanto faziamos fila na caixa não conseguimos tirar o olho dos chapéus de chocolate da regina... so tivemos tempo para a fotografia, engolimos a infância em apenas um minuto... fica a imagem de uma das melhores tardes dos ultimos tempos...

4.7.09

dançar até ser de dia...

amigas para sempre...


é a unica fotografia que tenho dessa noite... jantar de aniversario do p., no indiano. dali fomos até ao suave, ficamos ca fora, na rua, a conversar... mas foi a musica do bar da frente que nos pôs a trautear. 2h30 parecia-nos uma boa hora para ir dançar. ficamos a saber, por acaso, que havia uma noite tematica, como as de antigamente, e decidimos ir espreitar. foi como se tivessemos voltado ha muitos anos atras, as mesmas caras, as mesmas musicas, a mesma sensação... e as nossas vidas tão diferentes... quando saimos, lisboa amanhecia...

14.1.06

meninas,

é bem provável que no final deste ano ou no início do outro sejamos tias!!!