cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





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16.4.17

dias de cinema (125)

* * * *


"je suis à annecy. on pense à toi. j'espère que de ton côté ça va"

e uma musica para dançar aos pulos. ah les copains… tao bom!
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13.3.16

dias de cinema (112)


sobre a violencia psicologica e a manipulação na vida a dois. incrivelmente verdadeiro.


* * * *

3.1.16

dias de cinema (111)


é o segundo filme do ano. tinha muita curiosidade em vê-lo e fui ao cinema, hoje à tarde. como ontem, voltei ao monumental, desta vez à sessao das 15h30. na sala quase so havia casais e quase todos com 45 anos de casamento. por momentos pareceu-me que era a unica pessoa sozinha e a mais nova. gosto da charlotte rampling, gosto dela mais pelas suas participaçoes nos filmes franceses. alias, hoje, quando ouvi os actores falarem inglês fiquei surpreendida e lembrei-me que, nos ultimos tempos, praticamente so vejo cinema francês.
enquanto esperava pelo inicio do filme pensava que nao ha duvida que certos filmes apontam para faixas etarias especificas. as pessoas projectam-se nas vidas do grande ecra. gostei do filme, mas nao me envolvi na historia… uma falsa fragilidade do actor e de alguns dialogos, uma fragilidade da propria historia. por outro lado gostei de pensar nas conversas que ainda é possivel ter num casamento de 45 anos, das coisas que se disseram, que se viveram, que se recordam. do tempo que foi e que nao volta a ser. e depois… ha tudo aquilo que nunca se disse nesses todos. em 45 anos. parece impossivel.


* * *

paff!


logo no segundo dia do ano. quando menos esperava. ia para o cinema. 
fui ao cinema. 
fui ver o "diario de uma criada de quarto", baseado no livro com o mesmo titulo que li ha 20 anos, na ediçao da minerva, e que adorei. procurei-o na estante. abri-o na primeira pagina e vi que me custou 500$. nao me recordava da historia, mas lembrava-me que era um livro com uma carga erotica considerável que nao encontrei no filme, em nenhum momento. fui ao cinema à hora de jantar e, quando sai, apeteceu-me caminhar. desci a avenida fontes pereira de melo a pé. estava praticamente deserta, cruzei-me com algumas pessoas que fotografavam as fachadas dos prédios devolutos. street art by night. antes de chegar ao marquês virei à direita e esperei pelo autocarro. à noite, os restaurantes e hoteis vêem-se melhor por causa das tabuletas luminosas, ha muitas coisas que nao conhecia. enquanto esperava olhava para as letras da estaçao de metro do parque. lembrei-me do pavilhao carlos lopes, nas traseiras, e pensei como é possivel aquela sala estar inutilizada, abandonada. um dos concertos mais  memoraveis da minha vida foi ali. o autocarro trouxe-me de volta à realidade. parou. estava vazio. 
eu também. 

* *