cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





15.2.14

um maravilhoso encontro num inverno interminável



querida sidonie,

hoje é um dia especial. ha 4 anos estava a escrever o primeiro post sobre ti. nesse inverno sem fim eras ainda "um gato" (humano) que me vinha esperar ao carro e miar à porta de casa. foste o gato que vinha do céu. foste a gata selvagem até te tornares a sidonie. a minha sidonie. porquê sidonie? perguntam-me. porque a colette escreveu este livro maravilhoso. e a colette chamava-se antes de tudo assim: sidonie gabrielle colette.
por vezes, a tua ausência ainda me parece irreal e, por vezes, tenho sentimentos quase infantis, quando acredito que és capaz de voltar. nem que seja por um dia, so para eu te abraçar. imagino-te quase sempre a entrares no quarto e a saltares para cima da cama. depois penso nos pormenores do teu nariz, dos teus olhos. penso no teu cheiro e do teu pelo macio. penso nas tuas cores. e deixo-me ficar assim um bocadinho, aconchegada nesta doce imagem. outras vezes, apetece-me ouvir a minha voz dizer alto "viens, sido, viens ici". o facto de eu falar contigo em francês permanece um mistério para algumas pessoas, mas a verdade é que tudo começou em francês e é essa a tua lingua, depois da dos mimos. nunca saberias responder a "vem ca" porque sempre ouviste "viens là". nunca farias um ronron lindo se eu te dissesse em português "mon grand amour", "mon coeur adoré", "ma beauté". 

sidonie, que saudades de te ver assim, deitada nos murinhos em frente ao chalet, a apanhar o sol de junho, por debaixo da macieira.

que saudades.

2 comentários:

rosa ramos disse...

Fazes-me sentir "culpada" pelos momentos em que me "farto" do ronron interminável do meu gato branco...

E com lágrimas nos olhos. É que também eu tenho saudades desses momentos que partilhavas.

Já pensaste em adoptar outro gatinho?

J. disse...

oh! nao te fartes! os ronrons sao assim uma especie de cadência apaziguadora e feliz. adorava o da sido.
por agora nao tenho espaço no meu coraçao para outros gatinhos!

fotografias de novos dias nos alpes em breve… tu que gostavas tanto dos alpes :)

bj