o blog azul turquesa

um blog para os amigos e sobre eles... “cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes"

30.11.09

eu sei fazer madaleeeeenassss!

o dia começou cedo. acordar, afastar ligeiramente o cortinado e ver a aldeia coberta de branco. fiz uma careta porque tinha que subir de carro às montanhas mais altas... eu e o meu carro não nos damos bem com as primeiras neves. mas correu tudo bem, apesar dos numerosos carros atravessados na estrada e eu sem poder parar com medo de não voltar a avançar. mas depois tive mesmo que parar e foram precisos 6 braços a empurrarem o carro para eu conseguir subir. regressei para uma tarde caseira e quando olhei para um saco esquecido no quarto vi o molde que tinha comprado nas férias para experimentar fazer madalenas. google.fr. receita madalenas. e foi assim que sairam douradas, estaladiças, com pouco açucar e a saberem a limão... deliciosas...

29.11.09

barcelona




















































barcelona, cidade intensa... cheia de modernismo e de espritualidade. em cada esquina uma surpresa... pela arquitectura de gaudi ora vanguarda ora a fazer pensar em hansel and gretel... o mercado la boqueria, um esplendor de arte nova, a pastelaria escribà, o charme do bairro gotico apetecem ficar ali em exclamação constante... la rambla cheia de gente a qualquer hora do dia... os fins de tarde a pedirem para degustarmos tapas. depois de andarmos à procura encontramos o melhor lugar, no barri gotic, el portalon. lugar parado no tempo certo. apetecia ali ficar toda a tarde... toda a noite... e voltar a outra época...

histoire de pieds (20)

em barcelona, em frente à belissima pastelaria escribà

22.11.09

começar e acabar com um concerto...

foi assim que lisboa nos recebeu e se despediu de nos...
















por adiar as coisas sempre até ao ultimo momento pensei que ja não iria ver os kings of convenience, mas nada como um passeio ao final na tarde na rua das portas de santo antão para contrariar o que eu pensava ja ser obvio. afinal sobravam cinco lugares num camarote. nos eramos três. e foi assim que fomos, eu, o j. e a n. eu ja não ia a um concerto desde os einsturzende neubauten em 2005, com a p. e o p.... e talvez tenha sido isso tudo, o tempo, a distância, a musica, a companhia, o coliseu que me fizeram passar a noite a cantar e a dançar e a pedir às pessoas que estavam comigo para assobiarem com os dois dedos na boca porque eu não sei... mas sei saltar e gritar e foi o que fiz...


dez dias mais tarde direcção pavilhão atlantico, era noite de chuva, duas razões para ser uma boa noite. descobri ou lembrei-me que ja não tenho grande paciência para primeiras partes (apesar de algumas serem grandes descobertas). os depeche mode fizeram-nos a vontade e cantaram (quase) todas as musicas que queriamos ouvir... foi um regresso à adolescencia... muitas pessoas do nosso tempo, ao contrario dos kings of convenience... dançamos, cantamos... quando saimos ainda chovia, ou chovia mais. metro. baixa chiado. bar. conversa e musica. so tinhamos mais um dia. regressamos a casa com as costas e o cabelo molhados, como quando andavamos à chuva no fim dos anos 80 inicio dos anos 90...


ultimo dia em lisboa. enquanto conversavamos na sala eu passava uma ultima vez os olhos pelas minhas coisas. e parei numa caixa em cima de um armario. abri-a e la dentro encontrei o bilhete do concerto dos bauhaus... reparo na data... 14 de novembro de 1998, 11 anos depois...

30.10.09

o cheiro dos livros


... tantos cheiros diferentes.... ao inicio cheiram a novo mas na biblioteca passam por tantas mãos que acabam por perder o cheiro inicial facilmente. quando regressam à biblioteca para serem arrumados nas estantes é o cheiro que me leva a imaginar a casa dos leitores e pensar como serão as suas vidas... chegam aqui livros que cheiram a roupa lavada, livros que cheiram a cigarros, como se estivessem estado fechados dentro de uma caixa cheia de cinzas e beatas, livros que cheiram a gatos, livros que cheiram a po, livros com cheiro a café (e cuja mancha não engana) e depois ha livros como os de hoje, da mme a., que cheiram a lareira, a fumados e que me fazem pensar nos dias frios e na imagem que vejo todas as noites desde que mudou a hora... o fumo a sair pelas chaminés das casas... cheira a lenha... ha um tipo de lenha que tem o doce cheiro de alguns incensos... imagino os livros pousados em cima de uma mesa de uma casa acolhedora a absorverem este delicioso odor, penso nas conversas e historias à volta do lume quando anoitece e não consigo parar de inspirar o cheiro que vem dos livros devolvidos pela mme a., pousados no carrinho da biblioteca... como se deles saisse um fumo especial...

28.10.09

do esplendor do verão indiano...

estrada do sol




estrada da floresta

24.10.09

pensamentos de sabado...


... e de repente percebi porque é que às vezes me apetece tanto passar os dias de folga em casa, por que razão não me apetece ir ao cinema se ha um filme que me interessa imenso... e neste ultimo mês conversei com outras pessoas, não sobre isto mas também não sobre montanhas ou ski ou desporto... conversei de uma realidade mais proxima, de referências comuns e encontrei pessoas que viram outros lugares, que tinham coisas novas a dizer... e percebi porque é que se deixa de ter vontade de fazer tantas coisas quando não se tem com quem partilhar fora de casa... percebi porque é que se começa a usar camisolas com buracos sem se reparar nisso...

é uma semana ligeira que antecede três grandes semanas... estes dias dão-me esperança...


e enquanto escrevo esta palavras ouço o grupo de jazz que esta a tocar la fora. a musica confunde-se com os badalos das vacas que desceram das montanhas para irem para outros vales... esta frio e ja não ha erva fresca em altitude ...

gosto dos sabados e gosto dos leitores de sabados. vem a mme d. e faz-me um grande sorriso. é de nacionalidade russa e deve saber que eu também tenho outra nacionalidade. ha uma especie de simpatia e misterio, ao mesmo tempo, entre pessoas de nacionalidades diferentes num pais estrangeiro... o misterio de poder falar “em segedo”, de poder conhecer muitas mais palavras e reconhecer sons diferentes, de poder ler mais livros... enquanto algumas pessoas olham com interrogação... não somos amigas e pouco devemos saber da vida uma da outra, mas corre uma brisa entre nos...

viver por cima das nuvens...

amanhecer com um mar de nuvens de outono...

ha precisamente um ano atras (coincidência execpcional) o mar de nuvens era este

13.10.09

4 anos de azul turquesa...


tinham passado 4 meses que eu tinha chegado a frança... aos alpes... era uma nova etapa da minha vida, digna de registo, pensava eu... e foi dessa ideia que nasceu este azul turquesa que era mais turquesa ao inicio do que é hoje. os relatos ultrapassaram a cor e este lugar passou a ser um caderno de estorias... primeiro sobre as pessoas que me fazem falta, sobre mim, sobre tudo o que gosto ou não gosto e como o tempo e a distância fazem perder muitas coisas passou a ser um blog sobre este lugar, sobre as florestas, sobre os veados, sobre animais, arvores e estações... 4 anos depois é assim...

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