cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson
one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society
a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto
20.7.07
18.7.07
17.7.07


... pois acabei por ir ler a sugestão do francis... e fiquei a pensar na história da & etc... fiquei com saudades de trabalhar nas livrarias, de falar com as editoras, de estar a par das novidades… e com isto da & etc pus-me a pensar nos livros que comprei dessa editora e lembrei-me destes dois, “o peixe na água” que comprei na ler devagar (devia ser o último exemplar do mercado) e que ofereci ao p. e o “seios” que comprei na fnac do chiado e ofereci ao r., no natal...
... e depois, o artigo falava ainda da ulisseia, da averno, de escritores e pessoas que li, vi, ouvi e falei... fala de lisboa, da rua do quelhas onde cresci quando passava os dias com a minha avó, e da rua do meio, onde passava obrigatoriamente quando vinha da escola, na rua das trinas...
não há remédio para tanta nostalgia...
... e depois, o artigo falava ainda da ulisseia, da averno, de escritores e pessoas que li, vi, ouvi e falei... fala de lisboa, da rua do quelhas onde cresci quando passava os dias com a minha avó, e da rua do meio, onde passava obrigatoriamente quando vinha da escola, na rua das trinas...
não há remédio para tanta nostalgia...
16.7.07
é tempo de empacotar coisas, tarefa que é, em si mesma morosa, mas que se torna ainda mais dificil porque tenho que escolher as coisas indispensáveis e deixar as supérfluas... mas, para mim, tudo é essencial... sempre fui assim... "és um ferro velho", diz-me a minha mãe...
enquanto decido o que empacoto por uns meses e o que empacoto para desempacotar logo a seguir, não posso deixar de pensar na história de cada objecto... e quando me demoro a olhar para as coisas, apercebo-me de que tenho um bocadinho de todos vocês aqui...
tenho um objecto de todos os "amigos" do azul turquesa... ainda se lembram o que me ofereceram antes de eu vir para cá?
15.7.07
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"é que isto aqui não é só luz e rio, sabes bem. não é só geografia, revelações ou memórias e o restante diz que diz dos manuais e dos oradores frustrados. há vozes e cheiros a reconhecer - cheiros, pois então: o do peixe de sal e barrica nas lojas da rua do arsenal, não vamos mais longe; o da maresia a certas horas das docas do tejo; o do verão nocturno dos ajardinados da lapa; o dos armazéns de aprestos marítimos entre santos e o cais do sodré; o do peixe a grelhar em fogareiro à porta dos tascos de recanto ou de travessa, desde o bairro alto a carnide; há, no inverno pelas ruas, o cheiro fumegante das castanhas a assar nos fogareiros dos vendedores ambulantes
e acima de tudo há a voz e o humor, o tom e a sintaxe, aquilo que te está, cidade, mais no íntimo."
in lisboa livro de bordo, josé cardoso pires, publicações dom quixote
quando leio um livro que não é novidade e que gosto muito pergunto-me muitas vezes: "porque é que eu não li este livro antes?" ... mas acho que isso tem a ver com a profissão que tive durante muitos anos que me deixou alguns "preconceitos" em relação a certos livros de certos autores...
ontem resolvi, então, ir à piscina, na hora de almoço e, como me tinha esquecido do livro que ando a ler em casa, peguei no livro mais pequeno que encontrei e pu-lo dentro do saco, junto ao biquini.
"lisboa livro de bordo" que surpresa tão íntima... um livro sobre a minha cidade, como sugere o título. lisboa de antes e de agora, com os seus escritores, cafés, tertúlias, pintores, com as suas expressões, com o rio, com os prédios às cores e os telhados cor-de-rosa, com os azulejos e a calçada, com as estatuas que, na sua condição, nos fazem passar por elas sem reparar. lisboa com as suas revoluções e evoluções... lisboa das estações de metro, com decorações subterrâneas que se confundem com a realidade... josé cardoso pires nem se esqueceu de benfica...
"lisboa livro de bordo" que surpresa tão íntima... um livro sobre a minha cidade, como sugere o título. lisboa de antes e de agora, com os seus escritores, cafés, tertúlias, pintores, com as suas expressões, com o rio, com os prédios às cores e os telhados cor-de-rosa, com os azulejos e a calçada, com as estatuas que, na sua condição, nos fazem passar por elas sem reparar. lisboa com as suas revoluções e evoluções... lisboa das estações de metro, com decorações subterrâneas que se confundem com a realidade... josé cardoso pires nem se esqueceu de benfica...
uma viagem por lisboa, cheia de curiosidades... mesmo para os que conhecem bem há páginas onde não podemos deixar de surpreender-nos.
afinal, teria gostado deste livro de qualquer forma mas, longe, e apaixonada por lisboa como sou, o livro teve um efeito surpreendente.... podia ser um livro contado pela voz do r. ... e, p., se não o leste, agora que estás longe também... acho que vais adorar... acho que passamos por (quase) todos os lugares...
um livro de bolso (que também pode ser um album) para ler em duas viagens de metro...
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13.7.07
« quand ils s’arrêtèrent essoufflés pour s’appuyer contre un mur, il lui glissa dans les mains un petit bouquet de violettes. elle n’eut pas besoin de les regarder pour savoir qu’il les avait volées, comme si elle avait assisté à la scène. Les fleurs contenaient l’été tout entier, avec ses ombres et ses lumières gravées dans les feuilles, et elle en pressa toute la fraicheur contre sa joue. »in, la traversée de l'été, truman capote, grasset
11.7.07
... para os que estranharam a falta de fotografias e imagens no azul turquesa... deixei algumas do outro lado...
10.7.07
... saí de casa com uns colants a combinar com a cor do céu: cinzento rato, opaco... que mês de julho maravilhoso...
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… hoje acordei como em muitas manhãs, quando vivia em lisboa, depois de fins-de-semana de licores dos açores e de jogos de pictionary…
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9.7.07
8.7.07
... o verão insiste em não aparecer... por da a parte se ouve:
"já não era a primeira vez que nevava em julho"...
"já não era a primeira vez que nevava em julho"...
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6.7.07
... quero lá saber de mercedes, bmw's, 4x4... o que eu quero é um carro que tenha a buzina no sítio certo... devolvam-me o meu 106, por favor!
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5.7.07
as férias começaram ontem. no meu tempo não era assim. as férias começavam ainda no mês de junho e duravam 3 meses retomando a rotina em outubro, com uma pequena paragem logo a seguir, por causa do feriado do dia 5. hoje em dia as aulas terminam, mas logo a seguir começam as actividades. antes, não havia nada disso. as férias eram para não fazer nada e se servissem para fazer alguma coisa era o que nos apetecesse... vinha eu a pensar nisso rua abaixo, quando vi três cabeças meio escondidas à janela, com as bocas cheias de água, a ver quem passava, prontos a cuspir e desatar às gargalhadas. pus os olhos na janela, com um sorriso ao canto da boca (a pensar “ainda bem que não era eu que ía a passar em baixo”) e a lembrar-me que também eu nas férias fazia isso. às vezes também ía para a rua tocar a todas as campainhas e depois destavamos a correr... e aquilo divertia-nos imenso. quando o tempo nos fazia ficar em casa telefonavamos para desconhecidos, à procura dos que tivessem os nomes mais estranhos na lista para fazer piadas “estou é da casa do sr. leão? – é sim – é para avisar que vamos entregar a jaula… » as actividades eramos nós que as organizavamos. andar de bicicleta era a melhor de todas, as miúdas gostavam de saltar ao elástico, jogavamos ao lenço e ao lencinho (naquela lenga-lenga do « aqui vai o lenço, aqui fica o lenço »), víamos o « agora escolha », apresentado pela vera roquete, gastavamos fortunas aos nossos pais, ao telefone, para escolhermos o nosso programa preferido. o cúmulo das actividades era para os que íam 1 mês para as colonias de férias… outros íam para a terra ver os primos (eu confesso que sempre quis ter uma terra)... nós ficavamos na cidade, no silêncio do mês de agosto, a fazer o que nos apetecesse e a comer gelados... até irmos de férias com os nossos pais…
3.7.07
ossos do oficio
temos um seguro para as exposições que têm lugar na mediateca… mas não percebo muito bem para que serve uma vez que assegura a exposição apenas quando a mediateca está fechada… ou seja , quando as pessoas vêm ver a exposiçao, que é para isso que ela existe, se acontecer algum problema, não há seguro que nos valha. assim sendo, há sempre uma de nós de vigia na sala. como nos museus. sentamo-nos nos sofás vermelhos e ficamos a ler toda a tarde.
temos um seguro para as exposições que têm lugar na mediateca… mas não percebo muito bem para que serve uma vez que assegura a exposição apenas quando a mediateca está fechada… ou seja , quando as pessoas vêm ver a exposiçao, que é para isso que ela existe, se acontecer algum problema, não há seguro que nos valha. assim sendo, há sempre uma de nós de vigia na sala. como nos museus. sentamo-nos nos sofás vermelhos e ficamos a ler toda a tarde.
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