8.5.12

maio e mais um dia branco



foi um fim-de-semana prolongado a continuar a experiência de leitura em voz alta. nunca pensei que fosse um trabalho que demorasse tanto tempo e, sendo eu completamente nova nestas coisas, tanto na leitura em voz alta como na utilizaçao desta nova tecnologia, nao fiquei satisfeita com o resultado. se tivesse mais tempo voltava a fazer tudo outra vez, porque à medida que avançava descobria novas formas de funcionar que tinham um resultado muito melhor. mas é muito interessante ouvirmo-nos do lado de fora e isso permitiu-me parar para pensar numa série de coisas: na rapidez com que leio (e com que falo, como sempre me disseram os meus pais), pensar sobre a dicçao, escutar atentivamente a lingua portuguesa como se me fosse estrangeira. depois de terminar a leitura fechei-me no quarto, abri a janela, la fora chovia, cheirava a terra molhada. tudo é branco, o cortinado, o céu, as flores na arvore. maio e mais um dia branco. de barriga para cima, ao lado da maça penso nas vozes, nas letras, na escrita, na literatura; em como a leitura interior é tao intima, tao silenciosa, tao espontanea... e como a leitura em voz alta não é nenhuma destas três coisas, mas é tao importante...

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