15.1.06

a pensar na minha cidade e no n.

esta névoa sobre a cidade, o rio,
as gaivotas doutros dias, barcos, gente
apressada ou com o tempo todo para perder,
esta névoa onde começa a luz de lisboa,
rosa e limão sobre o tejo, esta luz de água,
nada mais quero de degrau em degrau.

lisboa, eugénio de andrade

1 comentário:

  1. Anónimo17:18

    Alguém diz com lentidão:
    "Lisboa, sabes..."
    Eu sei, é uma rapariga
    Descalça e leve.
    Um vento súbito e claro
    Nos cabelos,
    Algumas rugas finas
    A espreitar-lhe os olhos,
    A solidão aberta
    Nos lábios e nos dedos,
    Descendo degraus
    E degraus
    E degraus até ao rio

    Eugénio de Andrade

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