genova: as galerias...

... e com a chegada do mês de setembro (um dos meus meses preferidos) os dias voltam à normalidade... agosto foi um mês de "pic nics" e fins de semana "italianos"... este que passou foi numa cidade junto a um porto...
temos aqui um leitor cujo apelido é conan... e não consigo deixar de esboçar um sorriso cada vez que ele me dá o cartão da biblioteca, quando quer requisitar livros, e com o bip do código de barras o nome aparece no computador...
… já tinha saudades de viver num prédio. há vantagens e inconvenientes. sabemos sempre quando é que as pessoas estão em limpezas, a que horas saem para trabalhar, a que horas regressam, o que fazem para o jantar, que música ouvem, às vezes até o que dizem... mas ao mesmo tempo é reconfortante... porque nenhum barulho nos parece estranho…
"bizarrement camille ne me manquait pas. nous étions éloignés; nous existions en parallèle. nous nous étions appris par coeur. c'était trop. plus rien à découvrir, plus rien à espérer. représailles immédiates. les qualités avaient épuisé leur crédit. les défauts de l'un n'avaient plus de secrets pour l'autre. lourd passif. nous n'étions même plus capables de nous décevoir."
in pension alimentaire, eric neuhoff, albin michel
… diz a tradição que a ordem natural das coisas é vivermos com os nossos pais. depois os filhos começam a sair de casa, normalmente por ordem de idade e os pais ficam. na minha casa, primeiro saiu a minha mãe, depois saiu o meu pai, depois o meu irmão… e por fim saí eu... depois o meu irmão regressou e agora voltou a sair. e a casa ficou vazia. mas para mim, o mais importante é que fique e que possamos sempre voltar a ela porque mesmo sem móveis as nossas vidas estão lá guardadas…