cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





28.8.07

... não compro uma pasta para a escola... então, nesse caso, talvez possa comprar uma mala nova para a rentrée...e estas são lindas...

... mais um pic-nic... o último (do mês de agosto)...

27.8.07

aosta: this charming place...

aosta: as casas



aosta... a pensar na heidi...


aosta: os letreiros

... sempre gostei de letreiros...












em aosta com a cabeça no ar...
este post é para a pat. que gosta muito de itália e que anda desaparecida... e sei que a palavra profumi não passará despercebida...
aosta: as portas, os puxadores, as campainhas...


aosta: as janelas



... mais 2 meses e os dias voltarão a ser outros...

25.8.07

apanhada de supresa e sem resposta...

(tradução)

monsieur v. – ... é uma região muito bonita. conhece a toscana?
jota – não.
monsieur v. – não conhece a itália, de todo?
jota – conheço aosta.
monsieur v. – então é daqui da região?
jota – não, sou portuguesa.
monsieur v. – ah ! ninguém é perfeito…
… já tinha saudades de viver num prédio. há vantagens e inconvenientes. sabemos sempre quando é que as pessoas estão em limpezas, a que horas saem para trabalhar, a que horas regressam, o que fazem para o jantar, que música ouvem, às vezes até o que dizem... mas ao mesmo tempo é reconfortante... porque nenhum barulho nos parece estranho…

21.8.07

o verão está a chegar ao fim. os dias começam a ficar mais frios especialmente na montanha. hoje anunciam neve a 2400m de altitude. eu estou a 1850. nunca pensei que o tempo pudesse interferir tanto no meu dia-a-dia. mas hoje de manha gostei de estar naquela casa pequenina, de beber o meu café a ouvir a radar, de olhar pela janela e ver o nevoeiro espesso na varanda, quase sem poder ver o outro lado da rua... e de ter uma luz cor de laranja acesa.
às vezes pergunto-me porque é que demoro tanto tempo a descobrir certas coisas…

... tarte de limão e merengue... a melhor sobremesa que comi nos últimos tempos...


... hoje o dia pede esta música...

... avant-première na camper ...

lindos !




18.8.07

... la rentrée...

"bizarrement camille ne me manquait pas. nous étions éloignés; nous existions en parallèle. nous nous étions appris par coeur. c'était trop. plus rien à découvrir, plus rien à espérer. représailles immédiates. les qualités avaient épuisé leur crédit. les défauts de l'un n'avaient plus de secrets pour l'autre. lourd passif. nous n'étions même plus capables de nous décevoir."


in pension alimentaire, eric neuhoff, albin michel

depois de dias inteiros a empacotar e desempacotar caixotes, há que pensar na decoração...
... a mais recente aquisição...

... estamos a ficar crescidos...
… diz a tradição que a ordem natural das coisas é vivermos com os nossos pais. depois os filhos começam a sair de casa, normalmente por ordem de idade e os pais ficam. na minha casa, primeiro saiu a minha mãe, depois saiu o meu pai, depois o meu irmão… e por fim saí eu... depois o meu irmão regressou e agora voltou a sair. e a casa ficou vazia. mas para mim, o mais importante é que fique e que possamos sempre voltar a ela porque mesmo sem móveis as nossas vidas estão lá guardadas…

10.8.07

gorgeous!

... gosto do cheiro da roupa lavada... é mais uma das coisas que me faz apetecer não parar de inspirar... e sempre que sinto esse cheiro, lembro-me de londres e de uma casa onde passei umas férias, que ficava por cima de uma lavandaria...
... nas ramblas, em barcelona...


retirada daqui

8.8.07

foi este o disco que escolhi para passar hoje à tarde na biblioteca... faz-me pensar nos fins de tarde na praia, quando o calor deixa de torrar a pele e um copo de vinho branco na esplanada da praia parece ser uma óptima ideia...

parece-me ser uma boa escolha para um dia como este em que está previsto cairem não sei quantos metros cubicos de água...
agora mudei de supermercado. prefiro menos gente na fila à maior diversidade de produtos. e lá fui eu, à hora do almoço, comprar meia duzia de coisas que me tinha esquecido de comprar ontem... e não é que nas minhas deambulações pelos corredores dou com mais um móvel de produtos portugueses?

os móveis de produtos gastronómicos portugueses proliferam e o meu móvel de livros em língua portuguesa pode estar em vias de extinção…

mas eu não fico ressentida com estas coisas e é por isso que hoje à noite vamos comer uma feijoada de lata…
isto de estarmos sempre a projectar-nos no futuro tem os seus inconvenientes em termos de disfrute das coisas…
desde que entramos em agosto, o mês das férias por excelência (apesar de eu não partilhar totalmente desta opinião), não paramos de falar de setembro. “temos que começar a pensar nas animações das classes”, “tenho que ir ao supermercado comprar todo o material escolar que consta na lista da rentrée” são frases que dizemos ou ouvimos com frequência; já andamos a pensar na lista dos livros do festival do primeiro romance que dá origem ao nosso comité de leitura que começa em setembro e andamos a pensar nos preparativos; o comité de leitura de val que costuma começar lá para meados de setembro começa já na próxima segunda-feira com os livros da rentrée…

o sentimento que tenho em relação a isto é o mesmo que tenho quando os dias que começam a ficar mais curtos a partir de 21 de junho… mal começa o verão já estamos em contagem decrescente… estamos sempre em contagem…

mas eu gosto de setembro... e de tudo o que esse mês nos traz… acho que é a contagem que me angustia
no outro dia, a propósito de um post do gi, estive a espreitar os arquivos do azul turquesa e tive uma vontade imensa que tudo (neste blog) voltasse a ser como dantes... não sei se isso será possível... como diziam os xutos: “o que foi nao volta a ser, mesmo que muito se queira”... começo pela cor... e depois logo se vê...

... afinal a minha vida foi-se dividindo entre vários blogs e o azul turquesa deixou de ter voz... no
contos exemplares falo dos livros que leio, na biblioteca de papel de bibliotecas e outros assuntos relacionados com livros, no o que viram os meus olhos deixo fotografias... e foi assim que o azul turquesa foi ficando para o que não cabia em nenhum destes três blogs... já que estou numa de mudanças, aproveito o balanço e arrumo a casa (ou as casas)...

... começo pelas cores e depois logo se vê...

25.7.07

"a partir du mois de septembre l'année dernière, je n'ai plus rien fait d'autre qu'attendre un homme : qu'il me téléphone et qu'il vienne me voir chez moi (…) ces pages garderont toujours du sens pour moi »

in passion simple, annie ernaux, folio

20.7.07

o tamanho de portugal

s: eu raramente almoço ou janto fora… ah, quando fui a portugal almocei fora!
j: onde ?
s: em lisboa
j: em que sitio ?
s: em lisboa
j: …
funny little frog

17.7.07








... pois acabei por ir ler a sugestão do francis... e fiquei a pensar na história da & etc... fiquei com saudades de trabalhar nas livrarias, de falar com as editoras, de estar a par das novidades… e com isto da & etc pus-me a pensar nos livros que comprei dessa editora e lembrei-me destes dois, “o peixe na água” que comprei na ler devagar (devia ser o último exemplar do mercado) e que ofereci ao p. e o “seios” que comprei na fnac do chiado e ofereci ao r., no natal...

... e depois, o artigo falava ainda da ulisseia, da averno, de escritores e pessoas que li, vi, ouvi e falei... fala de lisboa, da rua do quelhas onde cresci quando passava os dias com a minha avó, e da rua do meio, onde passava obrigatoriamente quando vinha da escola, na rua das trinas...

não há remédio para tanta nostalgia...

16.7.07

é tempo de empacotar coisas, tarefa que é, em si mesma morosa, mas que se torna ainda mais dificil porque tenho que escolher as coisas indispensáveis e deixar as supérfluas... mas, para mim, tudo é essencial... sempre fui assim... "és um ferro velho", diz-me a minha mãe...
enquanto decido o que empacoto por uns meses e o que empacoto para desempacotar logo a seguir, não posso deixar de pensar na história de cada objecto... e quando me demoro a olhar para as coisas, apercebo-me de que tenho um bocadinho de todos vocês aqui...


tenho um objecto de todos os "amigos" do azul turquesa... ainda se lembram o que me ofereceram antes de eu vir para cá?

15.7.07


"é que isto aqui não é só luz e rio, sabes bem. não é só geografia, revelações ou memórias e o restante diz que diz dos manuais e dos oradores frustrados. há vozes e cheiros a reconhecer - cheiros, pois então: o do peixe de sal e barrica nas lojas da rua do arsenal, não vamos mais longe; o da maresia a certas horas das docas do tejo; o do verão nocturno dos ajardinados da lapa; o dos armazéns de aprestos marítimos entre santos e o cais do sodré; o do peixe a grelhar em fogareiro à porta dos tascos de recanto ou de travessa, desde o bairro alto a carnide; há, no inverno pelas ruas, o cheiro fumegante das castanhas a assar nos fogareiros dos vendedores ambulantes
e acima de tudo há a voz e o humor, o tom e a sintaxe, aquilo que te está, cidade, mais no íntimo."

in lisboa livro de bordo, josé cardoso pires, publicações dom quixote


quando leio um livro que não é novidade e que gosto muito pergunto-me muitas vezes: "porque é que eu não li este livro antes?" ... mas acho que isso tem a ver com a profissão que tive durante muitos anos que me deixou alguns "preconceitos" em relação a certos livros de certos autores...
ontem resolvi, então, ir à piscina, na hora de almoço e, como me tinha esquecido do livro que ando a ler em casa, peguei no livro mais pequeno que encontrei e pu-lo dentro do saco, junto ao biquini.

"lisboa livro de bordo" que surpresa tão íntima... um livro sobre a minha cidade, como sugere o título. lisboa de antes e de agora, com os seus escritores, cafés, tertúlias, pintores, com as suas expressões, com o rio, com os prédios às cores e os telhados cor-de-rosa, com os azulejos e a calçada, com as estatuas que, na sua condição, nos fazem passar por elas sem reparar. lisboa com as suas revoluções e evoluções... lisboa das estações de metro, com decorações subterrâneas que se confundem com a realidade... josé cardoso pires nem se esqueceu de benfica...


uma viagem por lisboa, cheia de curiosidades... mesmo para os que conhecem bem há páginas onde não podemos deixar de surpreender-nos.

afinal, teria gostado deste livro de qualquer forma mas, longe, e apaixonada por lisboa como sou, o livro teve um efeito surpreendente.... podia ser um livro contado pela voz do r. ... e, p., se não o leste, agora que estás longe também... acho que vais adorar... acho que passamos por (quase) todos os lugares...

um livro de bolso (que também pode ser um album) para ler em duas viagens de metro...

14.7.07

... nada melhor do que um dia de piscina, para dar as boas vindas ao verão... e ao meu bom humor...


... estes dias dão-me esperança...

13.7.07

« quand ils s’arrêtèrent essoufflés pour s’appuyer contre un mur, il lui glissa dans les mains un petit bouquet de violettes. elle n’eut pas besoin de les regarder pour savoir qu’il les avait volées, comme si elle avait assisté à la scène. Les fleurs contenaient l’été tout entier, avec ses ombres et ses lumières gravées dans les feuilles, et elle en pressa toute la fraicheur contre sa joue. »

in, la traversée de l'été, truman capote, grasset

10.7.07

a rapariga das consideraçoes sobre o dia-a-dia está aqui… a que anda com a máquina fotografica no saco está ali...
... saí de casa com uns colants a combinar com a cor do céu: cinzento rato, opaco... que mês de julho maravilhoso...
… hoje acordei como em muitas manhãs, quando vivia em lisboa, depois de fins-de-semana de licores dos açores e de jogos de pictionary…

9.7.07

eu já tenho poucos links aqui ao lado... mas se todos começam a fazer convites para se poder aceder aos seus blogs e não me incluem... qualquer dia sou uma "blogoexcluída"...

assim já não brinco. estou de beiço, de braços cruzados e a bater o pe no chão.

8.7.07

... o verão insiste em não aparecer... por da a parte se ouve:

"já não era a primeira vez que nevava em julho"...

6.7.07

... quero lá saber de mercedes, bmw's, 4x4... o que eu quero é um carro que tenha a buzina no sítio certo... devolvam-me o meu 106, por favor!

5.7.07

"outras vezes a clarividência da distância torna-se tão luminosa que se vê o fim do fim, e deseja-se regressar ainda que não seja a lugar nenhum. "

in a instrumentalina, lídia jorge, publicações dom quixote
as férias começaram ontem. no meu tempo não era assim. as férias começavam ainda no mês de junho e duravam 3 meses retomando a rotina em outubro, com uma pequena paragem logo a seguir, por causa do feriado do dia 5. hoje em dia as aulas terminam, mas logo a seguir começam as actividades. antes, não havia nada disso. as férias eram para não fazer nada e se servissem para fazer alguma coisa era o que nos apetecesse... vinha eu a pensar nisso rua abaixo, quando vi três cabeças meio escondidas à janela, com as bocas cheias de água, a ver quem passava, prontos a cuspir e desatar às gargalhadas. pus os olhos na janela, com um sorriso ao canto da boca (a pensar “ainda bem que não era eu que ía a passar em baixo”) e a lembrar-me que também eu nas férias fazia isso. às vezes também ía para a rua tocar a todas as campainhas e depois destavamos a correr... e aquilo divertia-nos imenso. quando o tempo nos fazia ficar em casa telefonavamos para desconhecidos, à procura dos que tivessem os nomes mais estranhos na lista para fazer piadas “estou é da casa do sr. leão? – é sim – é para avisar que vamos entregar a jaula… » as actividades eramos nós que as organizavamos. andar de bicicleta era a melhor de todas, as miúdas gostavam de saltar ao elástico, jogavamos ao lenço e ao lencinho (naquela lenga-lenga do « aqui vai o lenço, aqui fica o lenço »), víamos o « agora escolha », apresentado pela vera roquete, gastavamos fortunas aos nossos pais, ao telefone, para escolhermos o nosso programa preferido. o cúmulo das actividades era para os que íam 1 mês para as colonias de férias… outros íam para a terra ver os primos (eu confesso que sempre quis ter uma terra)... nós ficavamos na cidade, no silêncio do mês de agosto, a fazer o que nos apetecesse e a comer gelados... até irmos de férias com os nossos pais…

3.7.07

ossos do oficio

temos um seguro para as exposições que têm lugar na mediateca… mas não percebo muito bem para que serve uma vez que assegura a exposição apenas quando a mediateca está fechada… ou seja , quando as pessoas vêm ver a exposiçao, que é para isso que ela existe, se acontecer algum problema, não há seguro que nos valha. assim sendo, há sempre uma de nós de vigia na sala. como nos museus. sentamo-nos nos sofás vermelhos e ficamos a ler toda a tarde.
(parênteses) ...