... sempre gostei de letreiros...

este post é para a pat. que gosta muito de itália e que anda desaparecida... e sei que a palavra profumi não passará despercebida...
… já tinha saudades de viver num prédio. há vantagens e inconvenientes. sabemos sempre quando é que as pessoas estão em limpezas, a que horas saem para trabalhar, a que horas regressam, o que fazem para o jantar, que música ouvem, às vezes até o que dizem... mas ao mesmo tempo é reconfortante... porque nenhum barulho nos parece estranho…
"bizarrement camille ne me manquait pas. nous étions éloignés; nous existions en parallèle. nous nous étions appris par coeur. c'était trop. plus rien à découvrir, plus rien à espérer. représailles immédiates. les qualités avaient épuisé leur crédit. les défauts de l'un n'avaient plus de secrets pour l'autre. lourd passif. nous n'étions même plus capables de nous décevoir."
in pension alimentaire, eric neuhoff, albin michel
… diz a tradição que a ordem natural das coisas é vivermos com os nossos pais. depois os filhos começam a sair de casa, normalmente por ordem de idade e os pais ficam. na minha casa, primeiro saiu a minha mãe, depois saiu o meu pai, depois o meu irmão… e por fim saí eu... depois o meu irmão regressou e agora voltou a sair. e a casa ficou vazia. mas para mim, o mais importante é que fique e que possamos sempre voltar a ela porque mesmo sem móveis as nossas vidas estão lá guardadas… 

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« quand ils s’arrêtèrent essoufflés pour s’appuyer contre un mur, il lui glissa dans les mains un petit bouquet de violettes. elle n’eut pas besoin de les regarder pour savoir qu’il les avait volées, comme si elle avait assisté à la scène. Les fleurs contenaient l’été tout entier, avec ses ombres et ses lumières gravées dans les feuilles, et elle en pressa toute la fraicheur contre sa joue. »
ontem, já pela quarta vez, voltaram a perguntar-me se estava grávida… eu respondi que não, que realmente tinha engordado bastante nos últimos tempos mas que não estava grávida… enfim… mas eu já andava a antecipar estas coisas e, no outro dia, fui ao ikea de lyon para comprar uma cozinha e saí de lá com uma balança. como era muito barata, perguntei ao sr. se era de boa qualidade e ele disse que devia ser pois vendiam 300 por semana e até aquele dia ainda ninguém se tinha queixado. venho-me embora com a balança toda contente e a pensar que era o início de uma decisão importante. chego a casa, regulo a balança, pois marcava já 10kg. regulo-a bem, e salto lá para cima… 72kg… bem se calhar foi do salto, volto a olhar para ela volto a girar o botão para regulá-la (podia ter ficado encravado), dispo o casaco de malha e volto a subir… 72kg… pensei: bom... deito fora a balança ou o frigorifico? escolhi a segunda opção. subi ao primeiro andar, pousei a balança no chão e, inconformada, voltei a subir… 66kg… bom, afinal esta balança não é lá grande coisa… conclusão… há uma semana que ando a comer saladas e continuam a perguntar-me se estou grávida… mas não acabarei com as saladas… hoje a balança marcava 65kg…
"quando atravessares o rio" é o novo livro de ana teresa pereira... enquanto esperamos pelo encontro de amanhã, às 18h30, na feira do livro e para os que ainda não têm o livro ficam alguns pormenores... ana teresa pereira à conversa com o jornal da madeira