gosto desta casa... é antiga... tão antiga que o simples facto de andarmos faz tilintar os copos e as garrafas... e temos que pôr chouriços de pano, no chão, junto às portas, para não entrar o frio... e o cheiro e a cor dos móveis fazem-me pensar nos dias em casa da minha avó... quando andava no meu triciclo vermelho pelo corredor, que me parecia enorme, tudo tremia naquela casa...
...e faz-me pensar também nos dias em que a minha mãe saía mais cedo do trabalho para me levar ao médico, que ficava no camões... era um prédio muito antigo, a sala de espera tinha cadeiras forradas a veludo vermelho e os móveis eram castanhos e enormes... eu não gostava nada de ir ao médico, detestava as mãos frias da assisente a despirem-me, aquela espátula para observar a garganta... mas isso tudo era compensado pelo facto de estar mais tempo com a minha mãe... e depois, nesses dias, ela comprava-me livros numa papelaria que ficava lá em frente, para eu não ter medo... e o médico, quando me vinha embora, oferecia-me sempre uma seringa de plástico para eu brincar. eu ficava feliz com isto tudo e por pensar que só tinha que lá voltar dali a muito tempo...
cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson
one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey
carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society
a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto
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20.12.05
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