cela me rassure d'avoir la confirmation qu'il est des choses qui demeurent intactes * philippe besson

one of the secrets of a happy life is continuous small treats * iris murdoch

it's a relief sometimes to be able to talk without having to explain oneself, isn't it? * isobel crawley * downtown abbey

carpe diem. seize the day, boys. make your lives extraordinary * dead poets society

a luz que toca lisboa é uma luz que faz acender qualquer coisa dentro de nos * mia couto





30.4.08

objets deco (2)

foi na "braderie" de bsm... rua acima fui entrando nas lojas para ver o que havia de interessante e vi este objecto. apaixonei-me imediatamente por esta na caixa. na verdade é uma vela que cheira a baunilha, mas a compra foi pela caixa...

ainda bem que há a flur para me enviar mails

28.4.08

objets deco (1)


comprei-o (ou "comprei-os" porque há outro mais pequeno, mas que já serviu) na seccotine, em val d'isère, nos saldos. esta loja cujo nome e preços me afastam a mim e ao meu porta moedas ontem tinha estes pratos à venda por 3€. não resisti à cor, aos motivos e ao nome da colecção, que aparece aqui ao contrário "jardin d'ulysse"...
agora há mais tempo para pensar em tudo e por isso comecei agora a comprar alguns objectos para decorar a casa. não sei se será boa ideia, pois faltam-nos os móveis, mas tenho encontrado coisas tão bonitas... desde que comprei este livro que tenho vontade de estilo "campagne"... gosto de coisas imperfeitas, loiça desemparelhada, objectos com falhas e com aspecto usado, com cores e motivos diferentes que me transportam para outros lugares... por isso vou começar a deixar aqui esses objectos que vou comprando...
sempre que como este queijo, o beaufort, sinto um prazer tão grande que os olhos se me aquecem e enchem-se de lágrimas...

a provar! à venda na loja gourmet do corte inglês
quase 3 anos depois dou-me conta de que afinal se calhar gosto mais de ver os textos do azul turquesa escritos sem ser a "bold"...
histoire de pieds (4)

27.4.08


é uma casa libanesa com certeza...












os dias de sol chegaram finalmente, não sei se para durar, mas em todo caso estão por cá agora. as estâncias fecham em breve, as pessoas vão-se embora e por toda a parte há festas... nós fizemos uma festa sozinhos no restaurante da s. que é delicioso e lindo... se não fossem as luzes claras e as decorações modernas podíamos pensar que estavamos no período medieval...

com os dias de sol, na sexta-feira, havia 3 alunos para 2 professores e decidimos ir para os copos: uma francesa, um inglês, um polaco e uma portuguesa (eu)... a beber copos no "café de la paix" (café da paz)... gostei do programa e da mistura e mesmo sem aulas oficiais trocamos ideias sobre as diferenças de cada país... os rapazes renderam-se ao sono e eu e a e. ainda fomos conversar mais um bocadinho e despedimo-nos com a "promessa" de um churrasco cá em casa...

ontem a r. passou na mediateca e como já ão nos víamos ha imenso tempo e ela volta para o brasil no final do mês resolvemos beber um café para por a conversa em dia... mas o sol levou a conversa para os caracois, e para compensar fomos comer uma "pizza aux escargots", uma salada de gambas e um jarro de vinho..sur la terrace... le bonheur!

afinal ainda há dias assim...

26.4.08

pintar o banco e as cadeiras de madeira velhos de vermelho papoila passou a ser um programa de sonho para os dias cinzentos…

23.4.08

pensamento dos ultimos tempos:
não quero dizer que quantidade seja sinónimo de qualidade, mas uma das coisas que mais aprecio nos blogs que consulto diariamente é a assiduidade com que "postam"... (esta palavra soa-me sempre a peixe)

21.4.08



... as surpresas continuam e tornam os dias cinzentos mais transparentes…

nunca fui especialmente fã do nick cave… gosto particularmente de duas ou três músicas…

estava, ainda há pouco, na conversa com o p. e sem mais nem menos, quando “desligamos”, surpreendi-me a cantar esta música… e de repente lembrei-me que ele toca hoje em lisboa… esqueci-me de perguntar-lhe se ele o ia ver, porque ele sim era um fã incondicional… portanto, o meu inconsciente lembrou-se que o nick cave ia estar hoje em lisboa… e acho que o que desencadeou isso foram as palavras do p., quando eu disse que não gostava de diminutivos, mas que agora passava a vida a utilizá-los. ele disse que também não gostava e que tinha aprendido isso comigo. eu disse-lhe que não sabia que lhe tinha ensinado coisas. ele disse que sim, “muitas”. então pedi-lhe que me dissesse mais uma e ele disse que lhe ensinei a diferenciar “castelaços” (coisa que só nós dois e poucas pessoas mais sabem) …

não é que isso tenha uma importância enorme (… ou se calhar até tem), mas disse-lhe que nunca me tinha apercebido disso… e agora que “desligamos” comecei a cantar esta musica e pensei em quantas vezes não sabemos o valor que temos para os outros…
... e contra todas as regras e cartas com avisos e ameaças de multa para não estacionarmos os nossos veículos ao pé do « bachal » porque é património da aldeia, eles chegaram, estacionaram e foram passear…
... quando chegamos ontem de casa da c.

... tinham-me dito que as vacas dormiam em pé mas as estavam todas deitadas... bem... talvez estivessem acordadas...

20.4.08

algumas novidades neste domingo, a começar e em grande destaque pela temperatura : 16°. foi talvez isso que me levou a sair de casa hoje de manhã… isso e a garrafa e vinho para levar para o jantar da c. hoje à noite. mas gostei da manhã, de poder ir a cantar de janela aberta, de beber um café forte e sem açúcar, de ver dois portugueses pedirem um bagaço logo pelas 11h… e mesmo estando o supermercado cheio de gente e desfalcado e não havendo os meus iogurtes naturais preferidos nem as flores que procurava para estrear a minha nova jarra, nada disso teve importância porque ainda tinha o gosto do café na boca, a música que vinha a cantar na cabeça, o casaco debaixo do braço e a ideia de ter o novo livro da anna gavalda para ler à tarde…
... nova fauna à porta de casa...

18.4.08

dias de cinema (38)

... e os arrepios com a voz de javier bardem e com a sua impenetrabilidade...

15.4.08


o casal f. respeita (quase) todas as regras da mediateca. vem ao fim das três semanas, no dia certo, para devolver os livros. chegam os dois, falam alto. o senhor f. tem dificuldades auditivas e por isso fala ainda mais alto... e fala muito... mas quando chega à altura lhe responder não ouve nada e estamos todos aos gritos. nunca sabem os livros que já leram e os que não leram. passeiam pela biblioteca, escolhem os livros e arrumam-nos dentro de um saco de pano. depois vêm até aos empréstimos para os registarem. procuram o cartão de utilizador que costumam guardar dentro de um envelope pequeno que depois guardam dentro de um envelope grande, que guardam dentro do saco. e quando chega a altura de o encontrar é que são elas. tiram os livros todos, despejam o saco e afinal tinham-no guardado dentro do bolso da parte de dentro do casaco.
agora estão sentados à minha frente, nestes sofás. em silêncio. estão a ver livros sobre israel porque passaram lá umas férias. a senhora f. quebra o silêncio para perguntar se vão almoçar ou se continuam a ver livros. optam pela primeira.

a sala da secção adulto fica quase tão silenciosa como na fotografia antes da biblioteca estar aberta ao público. enquanto espera pelo elevador senhor f. aperta-me a mão... e lá vão eles.

14.4.08

o fim de semana foi assim.. um dia de festa e um (ou muito provavelmente dois) dias em casa. no sábado houve o almoço da associação m. o prato do uruguai "cucido" estava uma delícia, era uma espécie de jardineira, mas com carne picada. as entradas portuguesas eram tipicas: rissois, "bolinhos de bacalhau" (como dizem no norte) e um patê de atum com delicias do mar e maionese. para acompanhar umas quantas garrafas de vinho tinto, sumos e água. a sobremesa foi tarte de laranja e cherry trifle, feito pelo d. a acompanhar um vinho do porto delicioso e no final um café e um bagaço.
mais umas quantas caras iluminadas... alguém diz "temos passado momentos bem bonitos" ... e o meu coração volta a aquecer por pensar que contribuiu para isso. e lá vamos embora, com a promessa de uma sardinhada para junho...
... morning life... ou o inverno sem fim...

11.4.08

uma receita e um brilharete...








ingredientes:

- cogumelos de paris frescos (a quantidade que se quiser)
- queijo boursin com sabores à escolha (este, de ciboulette e enchalotes, é delicioso , mas o de figo e noz não fica atrás)

preparação:

- lavar os cogumelos muito bem
- tirar-lhes a pele e o pé
- recheá-los com queijo boursin
- vão ao forno 15 minutos a 190°

uma entrada deliciosa...

este sábado não se anuncia tão luminoso como o sábado passado... mas igualmente apetitoso... amanhã temos receita do uruguai, a a. diz que é uma espécie de sopa. a entrada é portuguesa e a sobremesa inglesa...

7.4.08

à porta de casa sábado de manhã, sob um belíssimo céu azul a contrastar com o verde dos prados e com o branco do cume da montanha, vejo dois vitelos, por baixo da árvore, que devem ter nascido nessa noite... a coabitação faz-me esboçar um sorriso e relembra-me porque é que gosto tanto de viver aqui...













4.4.08

Ils sont arrivés en disant :

« joana, comment ça s’écrit, ton prénom?»
« joana, on a une surprise pour toi »
e a surpresa era esta, dezenas de desenhos cheios de cores, feitos por eles, das capas dos livros que eles mais gostaram, de todas as historias que lhes li ao longo do ano …

1.4.08

... as escadas à porta de casa... ou a estrada do leiteiro...

é um sítio todo branco no inverno... verde fluorescente no verão... cheio de cores quentes no outono... e como é que num lugar assim há sempre uma nuvem negra?


o n. telefonou-me agora, está a festejar com os colegas de trabalho.

-"ça va?"

-"non ça ne va pas"

-"qu'est-ce qui se passe?"

-"g. s'est pendu"


silence.

"... c'est un poisson d'avril, ce que tu me fais là?"

"non, on ne fait pas des poissons d'avril sur des histoires comme ça"


o g. era um colega do n.
o tempo do verbo é-me estranho.


o g. era um rapaz ruivo com muitas sardas. tinha25 anos. era tão sorridente... um sorriso tímido que o tornava ainda mais sincero. era ele que fazia os queijos mais famosos da região. era ele que passava por aqui todas as manhãs para recolher o leite. era a ele que eu perguntava como estava a estrada sempre que nevava. era com ele que eu falava sobre os livros da anna gavalda na mediateca. foi a ele que enviei uma carta pelo atraso na entrega dos livros requisitados há coisa de um mês. foi a ele que eu disse tantas vezes "il faut que tu passes boire l'apero" e ele dizia "avec plaisir". foi a ele que eu disse um dia que tinha encontrado uma carta de amor da namorada esquecida dentro de um livro que ele entregou. foi ele que encontrei com a namorada há pouco tempo no supermercado. foi com ele que o n. foi esquiar há dois meses...


e é sempre assim... nada faria pensar que...


... e agora ele não está cá. e já não poderá vir beber o aperitivo. já não virá recolher o leite e o "beaufort" já não terá o mesmo sabor...

o n. diz-me:

-"je n'arrête pas de l'appeler sur son portable, mais j'ai toujours le message: le numero demandé n'est pas atribué~"

eu digo-lhe que não vale a pena continuar a ligar, mas ele não quer acreditar...


... e neste momento penso nesta frase:

il faut dire aux gens qu'on les aime

... avant qu'il ne soit trop tard...